Classe política se desconstruiu

“EU NÃO ACREDITO”!

União dos corruptos levou-nos ao Bolsonaro.

15/10/2018 por Por Raul Rodrigues

Eu não acredito nas boas intenções dos políticos mesclados entre a pura inocência dita por eles em contraponto ao que dizem todas as operações das polícias Civil, Militar, Federal e de todos os Ministérios Públicos, Estaduais ou Federais. Eu não acredito nos indiciados, citados, investigados e/ou já condenados em primeira instância. Não preciso da segunda instância. Assim como a justiça precisa concluir com mais profundidade as investigações sobre os farsantes de ternos e gravatas, com Foro Privilegiado para assim fazer perpetuar por décadas os processos que lhes acusam de roubos, furtos, formação de quadrilha, peculato, desvios de merenda escolar, fraudes em eleições, e que infelizmente o judiciário precário nas tomadas de tempo para conclusões deixam o povo brasileiro com a única opção em votar não no melhor, mas no que promete duras punições para ladrões, corruptos e assassinos.

Eu não acredito em Ministros do Supremo Tribunal Federal cujas indicações terminam pelo crivo político de um presidente mesmo que a “hermenêutica” garanta a imparcialidade do julgador. Gilmar Mendes desconstruiu a imagem do STF em embates com Joaquim Barbosa, quando então Ministro da mesma corte. Como também pelo desrespeito de um presidente do senado, ex-ministro da justiça, que descumpriu uma Ordem Judicial de um Ministro do Supremo sarcasticamente pedindo para discutir os “supersalários”, acuando publicamente a todos os do alto escalão da justiça.

Eu não acredito em parlamentares que para se elegerem fazem uso de milhões do dinheiro roubado ou furtado das assembleias legislativas cujas investigações apontam nomes e valores rateados e ninguém vai preso, e que ainda por cima passam a serem conhecidos como Taturanas ou outras denominações que identificam as operações realizadas pela Polícia Federal aos olhos de todos pelas transmissões ao vivo de redes de televisão ou pelas redes sociais.

Eu não acredito em candidato a presidente que não diz nada sobre as acusações que lhes caem sobre os ombros, feitas pela Polícia Federal e Promotores e Procuradores Federais e cujo silêncio torna-se o seu companheiro durante campanhas inteiras em todos os turnos possíveis. Eu não acredito em quem se diz professor e ao mesmo tempo propõe ideologia de gênero nas escolas para crianças em idade impropria para o entendimento da causa. Em quem enquanto Ministro da Educação promete destruir as famílias creditando aos baderneiros das consciências que Jesus é gay, Maria é um símbolo da imoralidade. Que o aborto não é a morte de uma vida indefesa.

Eu não acredito que em nova votação 19 milhões de eleitores deixem de se somarem aos tantos outros milhões para banir de uma vez toda a quadrilha que assaltou os cofres da Petrobras, do BNDES, da Caixa Econômica, dos Fundos de Pensões de trabalhadores e trabalhadoras deste país continente, cuja única salvação é ACREDITAR EM QUEM NÃO TEM MEDO DAS VERDADES. 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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