Em aritmética MB fez doutorado.

Penedo e os seus 06 pré-candidatos a prefeito

Ronaldo Lopes perdeu Ronaldo Lessa como apoio, Tico Ganhou Marcelo, Carlos tem Ricardo Nezinho, Toledo conta com Arthur Lira, e JLcom AA e Cidoca sempre Collor.

11/10/2018 por Por Raul Rodrigues

Quando a safra é grande é sinal que choveu no sertão. Esta é uma das máximas do Nordeste tão sofrido e ao mesmo tempo tão dividido. E seguindo esta máxima, Penedo vê se lançando a pré-candidatos a prefeito seis dos seus políticos entre tradicionais e novos dentre os já comentados.

Alexandre Toledo já se diz pretenso candidato respeitando-se os muros que cercam o nome. Se será o dele ou Ivana, ou ainda alguém do grupo. Grupo que ele comanda a mão de ferro e cuja escolha terá com referência a sua última opinião. Se Toledo mantiver a famosa “dúvida” até os 45’ do segundo tempo, será desconstruído pelas mídias sociais como o eterno indeciso. E isto ele já sabe.

João Lucas, vereador de 2009 votos em 2016, quase 900 votos para AA e um pouco mais para Nivaldo Albuquerque – para federal a disputa é menos acirrada – também se lançou em um dos seus últimos programa de rádio, mas ainda precisa esperar a janela partidária para migrar para o partido de AA, criar grupo político, e a realidade mostra JL isolado na câmara de vereadores o que dificulta seu intento, além de fazer girar em torno si mais cinco ou mais partidos, todos sob o seu domínio. Fenômeno Jair Bolsonaro não se repete sem que haja a queda da hegemonia política local. Muitas dificuldades pela frente.

Francisco Souza Guerra – o Tico – também tem feito aparições públicas como pretenso candidato. Este tem que construir uma filiação partidária – ainda não é filiado –, mas partido para tal não lhe faltará, da mesma que JL tem que criar partidos aglutinados ao seu – girando gravitacionalmente – como a Lua gira em torno da Terra e os demais planetas também, e arregimentar lideranças ao seu redor. Neste quesito Tico anda mais fortalecido que João Lucas.

Carlos da Educação também pensa em se manter vivo para 2020 e para tanto tem criado as condições mínimas para o pleito. Grupo político ao seu redor, mesmo que discreta filiação partidária, e até conversas perenes com vereadores eleitos em 2016 pela sua coligação. Nos quesitos pré-requisitos Carlos encontra-se à frente de João Lucas e Tico, muito embora a prudência dos bastidores oriente para uma coalizão e não para uma Pizzaria de candidatos o que somente fortalece a velhas raposas.

Ronaldo Lopes se diz pré-candidato contrariando a aceitação popular. Tem partido próprio – MDB – contando – por enquanto – com o apoio público do prefeito Március Beltrão que vota em Penedo, do Governador Renan Filho que vota em Maceió. E em termos de transferência de votos cai na mesma análise de Alexandre Toledo pela votação de Biu de Lira em Penedo em 07 de outubro.  Tem em torno de si partidos gravitacionais muito embora lideranças não. É uma incógnita eleitoral com todos os atributos para último colocado.

E do grupo dos Andrade a promessa feita por Cidoca que disse ter participado das eleições 2018 com vistas para 2020. Cidoca tem partido, também sempre manteve sob o seu domínio partidos outros agregados, mas sempre ocos. Sem expressões que arregimentem votos necessários para uma grande disputa. Mas não fica fora da disputa de votos nem pelas matrizes dos bastidores de onde sabe como poucos tirar cartas da manga do seu paletó político.

Este é o quadro atual pós-eleições gerais e que aponta para um necessário Feedback de constatação que em continuando a divisão somente fortalece a quem menos se dividir.


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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