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Cinco maneiras para o Cruzeiro superar "aula de retranca" dada pelo Corinthians na semifinal

Quando atuou como visitante contra o Flamengo, equipe paulista abriu mão de jogar e deu apenas três finalizações durante o duelo inteiro no Maracanã

10/10/2018 por Por Luiz Martini — de Belo Horizonte

A postura do Corinthians na condição de visitante, na semifinal da Copa do Brasil, serve de alerta ao Cruzeiro. No comando de Jair Ventura, a equipe paulista segurou um 0 a 0 contra o Flamengo, no Maracanã, e levou o resultado para chegar à decisão com o triunfo por 2 a 1 em casa. Foram apenas três finalizações do Corinthians durante os 90 minutos no Rio.

E se a forma de jogar do adversário for a mesma na final da Copa do Brasil? O Cruzeiro tentará usar o fator casa para abrir vantagem na final. O primeiro jogo acontece nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Mineirão. A Raposa vai precisar se cuidar em alguns detalhes. Para o comentarista Henrique Fernandes, do Sportv, o Corinthians requer atenção defensiva do time estrelado.

"O Cruzeiro não pode ignorar os contra-ataques do Corinthians. No Maracanã, o domínio do Flamengo, o volume, a posse de bola, foram tão grandes que tiraram até isso do time paulista, mas certamente não era a intenção de Jair Ventura que seu time perdesse a saída rápida pelos lado" (Henrique Fernandes)
- Com Jádson, que é um ótimo passador e a velocidade de Clayson e Ángel Romero podendo ser explorada, essa situação é algo para o Cruzeiro ter atenção nessa quarta. Não pode ser subestimada - destacou o comentarista.

O GloboEsporte.com traz cinco pontos que o Cruzeiro precisa trabalhar melhor para superar os paulistas. A equipe vem de eliminação na Libertadores, para o Boca Juniors, no Mineirão. Não tão defensivo como o exemplo da semifinal dos paulistas na Copa do Brasil, o time argentino marcou bem e dificultou as ações do Cruzeiro. Foram poucas finalizações de perigo e o empate por 1 a 1 custou a vaga no torneio continental. O título da Copa do Brasil é o bálsamo do fim da temporada para a Raposa.

1 - Posse de bola objetiva

Não adianta nada ter a bola e não saber o que fazer com ela. Para vencer times fechados, é necessário apresentar repertório. Para isso, o Cruzeiro terá que abusar do jogo objetivo. Tabelas rápidas, infiltrações e passes precisos no momento certo são essenciais para o sucesso das investidas. Thiago Neves e Robinho são vitais para esse tipo de jogo render no Mineirão.

2 - Chutes de média e longa distância

Quando está muito difícil penetrar na defesa adversária, os chutes de fora da área são pontos a serem explorados. Lucas Silva e Henrique, além dos meias, podem surpreender o goleiro Cássio com essa arma.

3 - Bola parada

Quando uma equipe atua muita fechada, os zagueiros e laterais costumam afastar os cruzamentos para a linha de fundo. Além de faltas cometidas no entorno da área/intermediária. Assim, o Cruzeiro ganha uma condição favorável em bola parada. Dedé, Léo e Barcos são pontos diferenciais para esse tipo de jogada.

4 - Paciência

Controlar a ansiedade é outro fator que pesa bastante em jogos assim. Bater no paredão da defesa adversária e se desesperar atrapalha ainda mais. Além de todo o repertório sugerido, o Cruzeiro terá que conter os nervos para conseguir construir a vantagem e não correr tantos riscos.

5 - Jogadas de linha de fundo

Com o meio/intermediária ocupado, os espaços surgem dos lados. Para isso, a presença de Edilson e Egídio, além dos armadores, é fundamental para o sucesso da jogada. Os dois terão que buscar a linha de fundo e caprichar nos cruzamentos para aumentar as chances de gol.


Fonte: https://globoesporte.globo.com

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