Servir ao Rei é a arte de Renan

Clã dos Calheiros renova mandatos e irá servir ao Rei, seja ele quem for.

Trair ao Rei depois de sugá-lo é a outra perfeita prática de Calheiros

06/10/2018 por Por Raul Rodrigues

De certo que a história das últimas quatro décadas não mostra uma postura diferente do Clã dos Calheiros a não ser a de servir ao Rei seja ele qual for. No final da década de 70, Renan Calheiros, se elegeu deputado estadual e pela única vez foi oposição. Não que na política político bom venha a ser justamente quem faz oposição. Oposição é para quem sabe ser.

Entretanto a história nos mostra que Calheiros passou de deputado estadual que acharcava “Collor de Mello” de “Príncipe da Corrupção” até passar a ser líder de “Collor” em Brasília a partir de 89, até o abandonar na época do impeachment. É praxe de Renan Calheiros trair a aliados sempre que a traição lhe for favorável. Assim o fez com vários presidentes da república depois de lhes servir como amuleto anti-CPIs, para depois de sugar tudo o quanto foi possível se transformar no morcego da vítima, como fez com Michel Temer em último espetáculo. Apesar de ter salvado à Dilma Van Rousseff no episodio do falso impeachment garantindo-lhe preservação dos direitos políticos rasgando a Constituição Federal.

Calheiros sempre foi um bravo combatente até quando os seus interesses saltem aos olhos a quem protege. Nunca em tempos de guerra para salvar o náufrago. Mesmo que este fosse Collor, Dilma ou Temer. Quem ultrapassou a porta maldita do congresso nacional Renan se despediu com olhares espios de canto de olho.

Nesta nova fase – depois do estágio de passageiro da agonia ou de candidato terminal – Maurício Quintella não conseguiu lhe alcançar nem Biu teve mais folego para dançar forró, dançou ele mesmo, Rena Calheiros irá enfrentar a nova moda ao bater de frente com o presidente Jair Bolsonaro com formação e ranço do Exército Brasileiro, tendo como vice um General de mesma formação, ambos, acostumados a trincheiras de guerra e não de anti-guerrilha, como se faz por entre câmara e senado.

Quem sabe desta vez Calheiros não seja tão ousado para a sua tradição – a traição – e assim respeite a quem pode andar armado mesmo diante da lei do Desarmamento criada pelo próprio Renan Calheiros. Como diz a nova lei, que se revoguem as disposições contrárias.

Servir ao Rei é a mais apurada das realizações de Calheiros.
 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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