Graves crises para uma só solução

As eleições mais difíceis do Brasil.

A escolha do novo presidente em si só não responderá pelas soluções imperiosos que tanto necessitamos.

02/10/2018 por Por Raul Rodrigues

Domingo, dia 07 de outubro de 2018, o Brasil passará pelo seu maior desafio em termos de maturidade política. Eleger dois senadores para oito anos de mandato, seu presidente, seus deputados federais, seus governadores de respectivamente os deputados estaduais. O executivo nacional, os executivos estaduais e os senhores parlamentares em todos os níveis.

Tudo isto seria bastante natural caso não vivêssemos a maior crise moral, financeira, em dias de pequenas turbulências, já estivemos em piores momentos, crise de credibilidade dos três poderes, além de um estado de insegurança que culmina com milhões de famílias que clama por justiça diante de tantas vidas ceifadas pela bandidagem de toas as espécies. Tráfico de drogas, guerra por domínio de territórios sem distinção de cor, raça, religiosidade, condição socioeconômica, de nível intelectual, bastando para tanto transitar pelas ruas normais em quaisquer cidades ou capitais. Vivemos em território inimigo no Rio de Janeiro e em outras capitais.

A população se divide entre o óbvio da falta de educação, saúde e segurança e as defesas de combater tamanho descaso dos governos para com o povo pagador de impostos para uma classe política manchada pela corrupção quase dominadora da totalidade dos senhores políticos. Perdemos os referenciais da esperança e entramos em perfeita melancolia ao nos depararmos com o vácuo – a inexistência de lideranças – qual abismo em fim. Somos todos vítimas de um colapso das instituições.

O pluripartidarismo se desmanchou em bipartidarismo entre dois nomes e não de siglas partidárias. Jair Bolsonaro ou Haddad. O primeiro independente de qualquer condição. O segundo acobertado pelo manto da corrupção, do corporativismo entre petistas que lutam dia-e-noite para esconderem toda a lama que foi desnudada pela Operação Lava Jato, fazendo sangrar as faces identificadas pelas câmeras de segurança de prédios públicos ou hotéis, restaurantes ou escritórios de empresas que também participaram do maior escândalo de propinas do mundo. A Lava Jato contaminou países e continentes.

Uma nação de mais de duzentos e cinquenta milhões de habitantes que deverá decidir em um ou dois turnos quem de fato governará o país em processo de reconstrução da economia, ciente de que o congresso em não se renovando, as armadilhas estarão armadas para qualquer que seja o presidente escolhido. Pena que a própria classe política, responsável pelos desmandos dos últimos governos não enxergue que o povo e o país merecem o respeito quanto aos direitos garantidos pela Constituição Federal a cada cidadão.


 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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