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Meninos do Mutange jogam pertinho dos ídolos do CSA e querem uma chance no futebol

Garotada disputa peladas todos os dias num campinho de terra

14/09/2018 por Por GloboEsporte.com*, Maceió

Lembre-se desses nomes: Micael Victor, Everton Mateus, Gilvan Júnior, Carlos Victor e Jackson Davi. Eles ainda são desconhecidos, mas chamam atenção. Torcedores do CSA, os meninos jogam num campo de areia colado ao CT do Mutange todos os dias.

O GloboEsporte.com acompanhou uma parte do racha. Jogadas de efeito para a câmera, vergonha ao responder às perguntas e o sonho de conhecer os ídolos que treinam ali do lado. A brincadeira é quase religiosa: todos os dias tem jogo, principalmente no horário da tarde. Só no domingo, por causa de um projeto de uma igreja, é pela manhã.

Sobre ídolos, Daniel Costa é quase unanimidade. Didira, Jhon Cley, Pio, Neto Berola e Yuri também ganharam elogios. Os goleiros também têm apoio: não dá para esquecer o Mota e nem mesmo Cajuru, que se lesionou no início da temporada.

Felipe Garcia é mais desconhecido, mas ganhou a confiança depois daquela defesa à la Diego Alves. A zaga é confiável, com Leandro Souza, Matheus e também Xandão. Os laterais Celsinho e Rafinha são boas alternativas. Nem a falta de gols de Alemão preocupa. Os meninos estã empolgados com a campanha do Azulão.

Alguns dos meninos, é verdade, ainda não conheceram os ídolos. Só o Everton e o Carlos Victor, que jogam na base do Azulão, já estiveram no dia a dia dos atletas. Conhecê-los, inclusive, é um dos objetivos dos garotos.

Não é só isso. Eles querem ajudar em casa, levando melhores condições financeiras e alegrias com o futebol. O Carlos Victor foi escolhido o porta-voz do grupo. Ele externou essa preocupação e cravou que quer estar é dentro daquele gramado, jogando entre os profissionais, quando chegar a idade.

- Meu nome é Victor, tenho 14 anos. Meu incentivo é jogar aqui. Desde que eu era pequeno, jogava por aqui também. Desde que eu tinha 5 anos. Tem que fazer isso. Tem que dar orgulho para a mãe, fazer o bom e o melhor para a nossa mãe e para a nossa família.

Tão perto, mas tão longe

Grades separam os campos, embora os meninos pudessem estar ali dentro. Tem um espacinho e é por ele que conseguem assistir ao treino. A admiração é silenciosa. A média de idade dos meninos varia entre os 13 e 17 anos.

As traves velhas, o campo de areia, os pés descalços e a bola… Ah, a bola.

? Vê se desenrola uma nova pra gente, tio. Fala aí com os caras

Os rasgões sobrevivem aos rachas e a mais ainda: às vezes a bola cai no mangue. Tem brincadeira até debaixo da chuva. Mudança de horário? Só em dia do jogo do CSA. Disso, nada ganha.


Fonte: https://globoesporte.globo.com

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