Egolatria e idolatria dominam a atualidade

Tivemos o tempo da procura pela cura, hoje vivemos o tempo da procura dos problemas.

Os valores estão invertidos em toda a sua plenitude.

09/09/2018 por Por Raul Rodrigues

Em uma conversa com nossa ancestralidade – sonhos – mantive contato com alguém que nos mandava a seguinte mensagem: já vivemos o tempo da procura pelas soluções, hoje vivemos o tempo da procura pelos problemas!

Em tempo me perguntei se isto tinha sentido? A resposta veio de imediato; olhe ao nosso redor.

Quando da vinda do Cristo salvador, as pessoas se aglomeravam ao seu redor para ouvir as palavras que lhes confortavam e indicavam a cura para os mais diversos tipos de males. Do corpo, da mente e dos conflitos.

Hoje as pessoas se reúnem em busca dos problemas. São filhos que desrespeitam aos pais em busca da tal “liberdade”, são pais dando maus exemplos por toda a sua longevidade – não amadurecem nunca – são cientistas buscando cada vez mais armas mais letais, são médicos abandonando o juramento de Hipócrates somente atendendo aos ricos, são advogados caminhando no sentido contrário às leis, políticos fazendo bem a si próprio e não ao povo, e o sucesso sendo o alvo preferido de todos. Mesmo que isso lhe faça perder tudo o que somente a vida discreta e normal pode proporcionar.

Tomamos banho em águas poluídas cientes da doença contraída, andamos acima da velocidade permitida conscientes do erro fatal, não nos contentamos com o que temos e recebemos da classe política, mas repetimos os mesmos votos de sempre. Somos racionais irracionais. Recebemos nas escolas seres destruídos pelo abandono dos pais que trabalham demais, para trabalharmos muito recebendo de menos. Somos parte do problema sem enxergarmos solução. As famílias viraram reuniões de síndicos. Só mostram problemas criados por nós mesmos.

Até o ar que respiramos nós mesmos o poluímos com cigarro, com CFC do ar condicionado ou mobilidade urbana. E ainda como os maiores poluidores em produção industrial orgânico – o esterco animal – nos orgulhamos dos recordes de criadouros bovinos.

Não é a toa que buscamos outro planeta para habitarmos e destruí-lo tamém.

Vivemos ou não vivemos o tempo da procura pelos problemas?
 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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