A queda dos poderes

Entalpia Social: uma explicação lógica para tamanha desorganização entre os povos

Com a perda do poder central substituído pelas democracias frágeis chegamos à entalpia atual.

08/09/2018 por Por Raul Rodrigues

A palavra entalpia é originária da química e que define uma total desorganização entre elementos químicos ou uma reação onde se dispende calor. Em um resumo grosseiro é uma desorganização total.

Se analisarmos que a humanidade começou com a ancestralidade buscando se unir durante as noites para se proteger dos animais carnívoros. E que, depois, se aglomerou em cavernas por garantia, durante as noites, ao se colocar fogo na entrada das cavernas, e depois à beira dos rios ou riachos como forma de sobrevivência por meio da água que lhes dava bebida e comida através do pescado. Momentos depois, formavam-se as grandes aglomerações denominadas de cidade, chegou-se ao primeiro método da organização: pela força bruta. Assim agiram os Bárbaros.

Depois com a chegada dos impérios, os reis e imperadores também dominavam aos seus povos por meio da força. Os Exércitos tanto dominavam o seu povo quanto conquistavam mais terras e povos. E a ordem era conquistada pelo medo. Depois chegamos aos países, estados e cidades.

Nesse meio tempo, tivemos então a criação da fé dos oprimidos que clamaram por um Messias que os livrassem da escravidão, sendo atendidos pela primeira vez por meio de Moisés que libertou os escravos do Egito de Ramsés II. Passava então o mundo a ter dois modelos de domínios: o dos Reis e Imperadores e o da Fé da religiosidade. E os dois modelos funcionaram dominando os povos até se chegar à fragilidade dos dois métodos. O governante pela escolha do povo e o da fé com a derrubada dos muros do silêncio que cercaram o âmago da Igreja Católica, a mais poderosa do mundo até algumas décadas atrás.

Com a perda desses dois modelos de domínio dos povos, veio então à desorganização da humanidade que sem o medo da punição dos governos, nem da fé pelos maus exemplos dados pelos que pregavam a punição de Deus, homens e mulheres passam então às práticas mais horrendas da atualidade. Matam sem precedentes, confundem-se em suas fundamentações sexuais e começam então a exercer o poder das minorias como se maioria fosse.

Vivemos uma alucinação generalizada pela perda das hierarquias, dos poderes que se tornaram podres. 
 


Fonte: correiodoppovo-al.com.br

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