Urna pode trair?

Convenções partidárias em Alagoas mostrarão a face negra do poder podre.

Quando eram contados os votos, sempre houve desconfiança e discordância. Hoje eletrônica a desconfiança continua a mesma. Ou seria pior?

26/07/2018 por Por Raul Rodrigues

As convenções dos partidos que irão disputar as eleições em Alagoas mostrarão sem máscaras nem maquiagens as faces dos políticos alagoanos. Alguns coerentes com as suas origens – raríssimos – e os demais, todos os demais, o quanto serão obrigados a defenderem nomes de antigos adversários como se antigos amigos aliados fossem. Será a quebra da postura moral e da dignidade de toda a classe política.

Raríssimos estarão de conformidade com as suas convicções – da boca para fora – este delirando por sobre os lençóis fétidos das antigas dormidas.

Os candidatos a deputado federal, debruçados sobre as marquises da podridão suculenta de eleitores dominados pelos seus mais próximos – os deputados estaduais – mantidos pelas estrelas maiores, que por fim derramam os restos para os vereadores das cidades interioranas fazendo o elo entre as cadeias cíclicas como fiscais dos votos dos seus superiores. Todos dizendo que são amigos dos candidatos e que lhes empenham a palavra dada. Entre o deputado federal, o estadual e o vereador a corrente corre qual fio de cobre prestes a se romper. E na ponta da corrente fica o elo mais fraco – na verdade mais forte – que é o eleitor final. O que menos recebe.

Os candidatos ao senado – a câmara alta – sequer falam diretamente com o povo. Chegam normalmente em helicópteros desfilam em seus carrões – sonho de consumo do pobre – fazendo encantar aos tolos pela beleza plástica do poder. Todos os atuais podres ante aos olhos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que impotentes ante as leis criadas pelos próprios políticos querem transferir o poder de puni-los para o povo tolo que não sabe o poder que tem. Infelizmente se dobra ao podre poder.

Para governador não teremos eleição. Teremos aclamação por falta de competidor. De adversário. A oposição também está podre! Para uns, pobre. No fundo podre e pobre. Ela não existe por falta de homens de bem. José Costa e José Moura Rocha mesmo sabendo que perderiam nunca fugiram ao dever cívico de oportunizar ao povo o direito de optar.

E olhe que mesmo que a oposição fosse podre, mas não pobre, a disputa poderia seguir em dúvida até o apurar das urnas. Urnas que o eleitor desconfia desde os tempos do marcar com o X. E olhe que nunca as urnas podem trair. Quem sempre traiu foram os escrutinadores comprados por merrecas ou pelo falso brilho no olhar da comprovada parcialidade.

E sabe quem sempre ganhou menos? O ELEITOR!

Mudar só com novos nomes!


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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