As finalistas merecem por méritos próprios

A Copa do Mundo aos avessos.

As eliminadas tentarão aprender com seus próprios erros.

14/07/2018 por Por Raul Rodrigues

A maior competição do futebol mundial é a Copa do Mundo. E por tradição as melhores seleções são eleitas antecipadamente pelos torcedores como as favoritas. E isto foi regra. Já não é mais.

A Copa da Rússia veio para fazer refletir a todos os técnicos de plantão – principalmente os brasileiros – que por terem no futebol nacional a sua maior área de lazer – e que de há muito se transformou em praça de guerra – os estádios, viram-se diante de uma realidade inacreditável para os céticos. As demais seleções também existem, os seus jogadores também existem.

E isto está evidenciado e provado pelas eliminações de Alemanha, Argentina e Brasil bem antes do esperado. E qual o porquê disso? Pela soberba em se considerarem os imbatíveis, pelas marcas dos jogadores mais bem pagos do mundo e por isso mesmo os mais famosos, e pela inobservância de quem faz o futebol mundial. As maiores foram as da Alemanha e da Argentina.

O Uruguai caiu diante de uma finalista. Ossos do oficio. Além da ausência de Cavani na partida decisiva e pelo mata-mata. A chegada da Croácia á final traduz exatamente o falta de acompanhamento de técnicos e torcedores do restante do mundo quanto à evolução dos novatos. Eles jogam em grandes clubes da Europa parte do mundo do melhor futebol do mundo. E isto faz aprender entre os melhores.

O Brasil caiu ante a Bélgica que se posicionou em campo dentro das suas limitações, mas com plena aplicação tática. Se houver chances mataremos o jogo nesse momento. Sim houve a fatalidade do gol contra, mas em 70 quando o Brasil tomava um gol, coisa que aconteceu em quase todas as partidas, o time se arrumava e partia em busca do empate e da virada com a naturalidade que seus craques tinham. Não dependíamos tão somente de um nome, nem dos melhores em cada posição jogando diferentemente de como jogavam em seus clubes de origem. Isto desagrega.

Isto prova o avesso. Tanto que os maiores nomes esperados na Copa passaram despercebidos, ou com raríssimas exceções – Cristiano Ronaldo – ante aos abalos nas carreiras de Messi e Neymar. E para completar o avesso, os artilheiros da Copa estarão disputando as vagas de quarto e terceiro lugares. E não a final.

E nomes muito menos badalados, Mbappé e Modric estarão na final que serve de alerta para o mundo futebol: nós estamos aqui! Não em nomes, mas em equipes!


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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