Segundo delegado Roberval Davino

PMs envolvidos em confusão com funcionário da OAB não devem responder por tentativa de homicídio, diz delegado

Para o delegado, 'quem quer matar, não vai atirar na perna'. Briga aconteceu quando policiais notificavam carros estacionados irregularmente no Fórum da Capital, onde José Geovanio atuava como manobrista.

19/06/2018 por Redação

O delegado Robervaldo Davino, responsável por investigar o caso em que um funcionário da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL) foi baleado durante uma briga com três militares do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) informou nesta terça-feira (18) que os policiais não devem responder por tentativa de homicídio.

"A gente pode adiantar de imediato que não houve a tentativa de homícidio, porque em você efetuar um tiro na perna de uma pessoa, sabe que dificilmente essa pessoa irá a óbito, porque quem quer matar, não vai atirar na perna. A princípio, entendemos que ele não teve a intenção de matar e sim de parar a pessoa que estava tentando correr", afirmou o delegado.

Os três militares do BPTran foram intimados a depor nesta terça, no 6° Distrito Policial, em Cruz das Almas.

A confusão aconteceu no último dia 4, quando José Geovanio da Graça, contratado pela OAB para o setor de serviços gerais, trabalhava como manobrista no estacionamento do Fórum da Capital, no Barro Duro. Os policiais notificavam veículos estacionados de forma irregular e ele tentou argumentar para que não fosse lavrada a infração.

Em um vídeo gravado por uma testemunha (veja abaixo), os policiais aparecem agredindo o manobrosta, que revida. Então, um dos PMs saca a arma e dispara uma vez na direção dele.

Ele foi atingido de raspão na perna, recebeu atendimento médico e, após receber alta, prestou queixa à Polícia Civil.

Segundo Davino, os policiais devem ser as últimas pessoas a serem ouvidas antes da conclusão do inquérito, que tem um prazo de 30 dias.

"Ouvimos as pessoas que estavam no local do fato, pedimos algumas imagens e alguns laudos e estamos agora ouvindo eles. Após tudo isso é que a gente terá alguma posição", disse o delegado a respeito do possível indiciamento dos PMs.

Na última quinta-feira (14), Graça foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Militar.


Fonte: G1 AL

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