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17.04.2018 - 06:30   por Redação

Água Branca é base para assaltos

BANDO QUE ATACAVA BANCOS E CARROS-FORTES NO NORDESTE É DESARTICULADO

Desarticulada cinco dias atrás, a organização criminosa que atacava bancos e carros-fortes em Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco e Piauí mantinha base em Água Branca, cidade sertaneja cujos moradores testemunharam, 93 anos atrás, a estreia de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) no mundo do crime, quando do virulento ataque à casa de uma baronesa. “Estamos diante do novo e violento cangaço”, resumiu o delegado Mário Jorge Barros, ontem, durante entrevista coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Maceió.

A informação de que o bando utilizava “ponto de apoio” na zona rural para planejar investidas criminosas em cidades do Nordeste foi confirmada na madrugada de sábado, 14, quando policiais civis e militares, comandados por Mário Jorge, foram recebidos à bala ao chegarem ao imóvel. Três foram presos após troca de tiros: Aldean Oliveira Ramos, Divo da Cruz dos Santos (Tinho) e Ivo Marcelino Alves dos Santos (Limão).

Os demais fugiram. Alguns se refugiaram numa escola pública. Ao abrir a porta do educandário, o diretor foi ferido por tiro disparado por José Cláudio, o “Claudinho”, irmão de Anderson Marinho Gomes (Bebe Ovo), um dos mais temidos ladrões de banco do Brasil. “Numa recente reunião da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), o nome dele foi citado como um dos responsáveis por diversos assaltos”, disse o delegado Bruno Ferrari.

Após a checagem de várias informações, policiais da Delegacia de Investigação e Capturas (Deic), Delegacia Regional de Delmiro Gouveia e 9º Batalhão da Polícia Militar chegaram ao terreno de caatinga onde o bando escondia fuzis, muitas munições, explosivos, espoletas, espingardas calibre 12 e grampos de metal, utilizados para furar pneus de viaturas policiais.

Além do farto armamento achado sob pedras e camuflado pela vegetação de caatinga em Água Branca, cidade próxima à divisa com Paulo Afonso (BA), Canindé do São Francisco (SE) e Jatobá (PE), foram expostos à imprensa vários carregadores de fuzis, 82 munições para fuzil, 49 cartuchos calibre 12, espingardas de repetição, revólveres, fuzis 7,62, balaclavas, 227 cartuchos de calibre 556, além de 21 cartuchos de emulsão explosiva, cinco artefatos prontos para detonação e 30 espoletas detonadoras.

“A origem dos explosivos é variada. Tem produto desviado de pedreiras e ainda de fábricas”, comentou o delegado Bruno Ferrari, segundo o qual, “tem quadrilha que conta com apoio até de químico” para manusear produtos e fabricar alguns dos explosivos utilizados para destroçar inúmeros carros--fortes e bancos no Nordeste. Até ontem, a cúpula da SSP contabilizava sete explosões este ano em todo Estado de Alagoas.


Fonte: gazetaweb.globo.com

Tags: Água branca é base para assaltos

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