Lula e Alckmin

Presidente do PT diz que Justiça tem 'dois pesos e duas medidas' para Lula e Alckmin

Gleisi Hoffmann visitou acampamento de defensores do ex-presidente em Curitiba

13/04/2018 por Redação

CURITIBA — A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), usou a decisão da ministra Nacy Andrigi do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de mandar as investigações sobre o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, para Justiça Eleitoral para acusar o Poder Judiciário de dar tratamento diferente aos tucanos em relação ao ex-presidente Lula.

— Alckmin foi acusado de receber R$ 10 milhões de propina da Odebrecht. O STJ falou que era caixa 2 e devolveu o processo para a Justiça Eleitoral. O tratamento é feito com dois pesos e duas medidas. Uma Justiça que protege o PSDB — disse Gleisi, ao visitar o acampamento montado próximo à sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde Lula cumpre pena desde o último sábado.

A dirigente petista ainda lembrou do caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), denunciado em junho do ano passado por corrupção poassiva e obstrução da Justiça em uma investigação originada a partir da delação da JBS.

— Tivemos o Aécio que foi gravado pedindo dinheiro. E a Justiça liberou ele da prisão — acrescentou Gleisi.

O vice-procurador-Geral da República, Luciano Mariz Maia, defendeu nesta quinta-feira ao GLOBO a sua decisão de pedir ao Superior Tribunal de Justiça que a investigação sobre o tucano Geraldo Alckmin fosse encaminhada à Justiça Eleitoral de São Paulo. Para o procurador, que foi criticado reservadamente por integrantes da Lava-Jato, não há razão para controvérsia.

— A questão é simples — disse. As referências ao então governador Geraldo Alckmin (na delação da Odebrecht) foram no sentido de que teria recebido contribuição para campanhas eleitorais, e tais recursos não teriam sido declarados à Justiça Eleitoral. A investigação se deu sobre esses fatos. Não havia elementos para ir além disso.

 


Fonte: oglobo.com

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