Errar é uma prática usual

Até quando continuaremos errando e aceitando erros?

Deixamos de cobrar o certo para aceitar o erro. Parece ser mais fácil.

08/04/2018 por Por Raul Rodrigues
ex-alunos e professores do CJF que não aprenderam a errar

Tenho observado que as últimas gerações vivem e sobrevivem das velhas e recorrentes desculpas ou justificativas para os seus erros. E isto vem sendo repassado de gerações para gerações.

São erros dentro de salas de aulas como o dito por um “professor” de Física em escola particular em Penedo que derrubava a Lei da Inércia de Newton, erros praticados pelo judiciário como as confusas prisões e solturas de renomados políticos ou empresários do Brasil, erros até envolvendo crime de morte como o ocorrido em Maceió na tentativa de se matar ao um juiz de direito culimnando na morte de um advogado confundido pelas vestimentas. E tudo isso passando despercebido pela população que termina por ser a maior vítima desses erros.

Mas os erros veem se acumulando ao logo dos tempos criando “jurisprudência” no autor do erro se desculpar por essa ou aquela razão, ou se justificar por outras razões que a própria razão desconhece. E isto são fatos reais.

E o pior! Os erros permanecem em voga e como se nada tivesse acontecido, a população dissipa e deixa no esquecimento. Assim continuaremos a produzir errantes aos milhares.

São erros médicos incorrigíveis, mortes em salas de cirurgias, erros com prisões de inocentes, perseguições a determinadas pessoas dentro e fora do ambiente de trabalho por se tratar de alguém que impede atos ilícitos, discriminações sociais por opção de credo, cor ou classe social. E os erros se acumulando.

Erros até assumidos por classes ou categorias em defesa de decisões sectárias ou por orgulho ferido. Erros de famílias que se desmontam por orgulho das pessoas envolvidas no que antes se chamava de amor. Só que os filhos se tronam as vítimas preferidas do “amor próprio”!

Já não se produzem alunos ou estudantes com medo em ficar para recuperação ou segunda época. É certo que depois “professores passarão trabalhos e tudo fica como d’antes”! E assim produzimos médicos que matam engenheiros que derrubam obras, barragens que se rompem advogados semianalfabetos, técnicos que vivem de bicos, e que terminam por aceitar participar de corrupção praticada por figuras competentes, porém imorais.

Na área da política detectamos o maior aterro sanitário impróprio para o convívio com seres humanos honestos e dignos. Deparamo-nos também com a maior falta de saneamento básico da honestidade, da responsabilidade e do caráter reto.

Até quando continuaremos a assistir o desmonte do certo, retilíneo e justo?

 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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