Político puro é animal em extinção

Como fazer políticas públicas se os votos em sua maioria são comprados?

Se classe política gasta para se eleger, como defender de fato a quem lhe cobrou pelo voto?

06/04/2018 por Por Raul Rodrigues

A política criada e pensada pelos maiores pensadores do planeta, inclusive em tempos diferentes, mas feitas as juntadas dos pensamentos dos iluminados após estudos e encontros de outros estudiosos, traz no amplo sentido da sua definição como sendo o meio pelo qual homens e mulheres de condutas ilibadas e currículos com destaques, assumissem os cargos do executivo e legislativo para bem fazer à população de municípios, estados ou países, reinos ou impérios, ao longo da história.

E foi acreditando nestes princípios que Aristóteles, Rousseau, Nietzsche, Sócrates, Voltaire, Locke, Diderot, Smith, Kant e D’Alembert, enunciaram a organização das ideias propostas pelo Egito, Roma, Alexandria, como centro dos primeiros ordenamentos de formas de governos e sua relação com o seu povo a cada momento da humanidade.

Sim, desde Roma que o poder econômico interfere na ordem política. Mas seria uma teoria contraria ao desenvolvimento da própria humanidade não se corrigir erros Crassos quais aqueles cometidos por nossos ancestrais de milênios. Não seria nada louvável sermos visitados por senadores de Roma ainda cometendo os mesmos erros dos tempos da Roma que cresceu pela lei e ordem dos seus poderosos Exércitos, fato depois contestado por um dos seus imperadores, o Imperador Julius César, ao criticar o crescimento territorial de Roma a custa de tanto sangue derramado dos seus soldados e muito mais dos povos dominados após as invasões.

Nos tempos atuais, já não se usa tanta a força para se conquistar votos, muito embora ainda existam resquícios desse tipo de comportamento, mas também ainda não nos livramos da influencia do poder econômico que permite diferenciar as campanhas entre os desiguais por natureza. E a melhor escolha não está na assertiva de que quem mais tem mais sabe e mais pode. A dor de quem sempre teve pouco serve de ensinamento de como se conquistar algo dando o real valor da conquista.

Assim sendo e fundamentado no descrito acima, acredito que não amadurecemos o suficiente para escolhermos nossos representantes – vereadores, deputados estaduais ou federais, senadores, presidentes, governadores ou prefeitos – sem diferenciarmos o que é melhor para o povo, ou para nós mesmos. Terminamos por misturar interesses coletivos com nossos próprios interesses e falhamos nas melhores escolhas.

Por outro lado, os pretendentes a tais cargos quando envoltos na vontade maior de ganhar, terminam por gastarem verdadeiras fortunas durante as eleições e depois sucumbem recorrendo aos meios menos lícitos para resgatarem os seus investimentos de campanha, enveredando pelas chamadas Lavas-Jatos ou Lavas-Ratos, detonadas pelas investigações que mostram as chagas expostas de quem deveria representar os anseios e necessidades de um povo, mas que na verdade representa unicamente os seus próprios interesses.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

Tags: como fazer políticas públicas se os votos em sua maioria são comprados?