Vai e Vem de votos faz sofrer servidores

De quem é a culpa pela Novela da Previdência Própria em Penedo?

Se havia um acordo para aprovação, que se cumprisse o acordo sem tanta dor e sofrimento dos servidores

12/03/2018 por Por Raul Rodrigues

Depois de três tentativas frustradas do prefeito de Penedo-AL, Március Beltrão do PDT, a primeira em dezembro de 2016 quando foi derrotado o projeto pelos vereadores da legislatura passada, depois em setembro de 2017, quando foi mais vez, “derrotado”, e previamente foi retirado da Casa de Leis, e depois em fevereiro de 2018, quando mais uma vez foi retirado de pauta, não da Casa de Leis, por nova “derrota” antecipada perfazendo assim o tricampeonato de insucessos do prefeito MB, na tarde desta segunda-feira, dia 12, observem bem Dia 12, finalmente o projeto de lei que cria o Regime Próprio de Previdência Social – RPPS – conseguiu passar e ser aprovado por 8 X 7 com direito a voto de minerva do presidente Júnior do Tó.

Mas porque então denominei de Novela da Previdência Própria? Primeiro pela demora e sofrimento imposto aos servidores públicos municipal. Foram sete meses de angustias e sofrimentos de uma população familiar de mais de dez mil pessoas. Considerando-se que cada servidor tenha em torno de si mais quatro familiares.

Segundo, porque a votação deveria ter acontecido em fevereiro de 2018 quando todos os senhores vereadores sabiam que a aprovação era incondicional. Não haveria poder de votos contrários ao executivo que garantisse uma derrota em definitivo. Os senhores vereadores de verdade sabiam disso.

Terceiro, porque alguns algozes e abutres da política sobrevivem do sofrimento do povo. Exemplo disso quem pediu vista do projeto sabendo que era um ato recoberto de erro, pois o projeto de lei já tramitava na Casa desde setembro de 2017, o que não permitiria tal pedido. Mas foi atendido por outro erro de quem presidia aquela sessão. Isto nós denunciamos de pronto.

Quarto, porque essa longevidade apenas fazia destacar a um vereador que visa apenas e tão somente a sua pré-candidatura a deputado estadual como forma de manter-se em evidencia como defensor do povo. Mas ele próprio sabia da inconsistência de votos para derrotar a previdência própria. Prova disto o resultado desta tarde. Prova maior ainda as nossas escritas e falas no Penedo Real quando dizíamos que o prefeito jamais iria cometer o erro de não aprovar de novo a mesma matéria.

Quinto, a indecisão e imprecisão de quem ainda não sabe transitar em meio às raposas felpudas da política do parlamento mirim em Penedo. Quem era a favor virou contra, e quem era contra virou a favor. Isto não existe na política de Platão, Aristóteles, Sócrates e na prática da fundadora de fato e direito da política, Roma! Senador traidor normalmente era isolado do plenário e depois jogado aos leões. Entendam que os leões era o próprio povo.

Por último, se não houvesse traidores tudo isso já tinha sido resolvido em votação de homens e não de meninos travestidos de políticos.

 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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