Realidade constatada

Saúde Pública em Alagoas só funciona com a PF e a Justiça na pressão

Saúde Pública em Alagoas só funciona com a PF e a Justiça na pressão

10/03/2018 por Ricardo Mota

Mais um episódio envolvendo as unidades de Saúde do Estado evidencia a política do governo para a área: a prioridade continua sendo a construção de novos hospitais.

Repito: serão bem-vindos e poderão ajudar muito, desde que sejam mantidos com planejamento e respeito.

Não é o que tem acontecido até agora com as unidades existentes.

Desde o início do governo Renan Filho as denúncias de desabastecimento – uma parte do problema – têm sido constantes.

A lembrar: por mais de uma vez, o HGE não entrou em colapso absoluto graças ao socorro que foi prestado pela rede privada – com destaque para o Hospital do Açúcar.

O atual secretário da Saúde, Christian Teixeira, já assumiu o caro em meio a denúncias e duas operações da Polícia Federal, por motivos diferentes.

Aliás, apesar da sua proximidade com o próprio governador, várias ordens de pagamento autorizadas por ele foram esquecidas nas gavetas palacianas.

Mais recentemente, o Hospital Escola Hélvio Auto voltou a funcionar – depois de longo período – graças à intervenção da Defensoria Pública, que buscou a Justiça para conseguir o que sempre pareceu uma necessidade urgente.

O caso da Santa Mônica, agora, que provocou uma reação – a primeira pública – do governador Renan Filho deixa ainda mais evidenciada a política do “cimento na veia”, que tem caracterizado a atuação do governo numa área tão sensível e fundamental.

A abertura dos leitos de UTI na maternidade estadual é uma necessidade – apontam o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal -, desde que seguindo os protocolos vigentes (onde estão o Sindicato dos Médicos e o CRM?).

O governador reagiu à declaração da promotora Micheline Tenório, que classificou como “irresponsabilidade” o funcionamento das UTIs sem as condições básicas necessárias.

Alguém da área – Fábio Farias? – poderia tentar convencer o governador de que as duas situações – construção de novas unidades e manutenção das existentes – não devem ser excludentes.

Alagoas precisa de novos hospitais – uma verdade inquestionável.

Alagoas precisa que os hospitais existentes funcionem com dignidade, sem que seja a Justiça o caminho inevitável da Saúde Pública.


Fonte: tnh1

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