Temer tem interesse na derrota de Calheiros

Nacionalização da campanha em Alagoas força Calheiros a disputa estratégica

Nacionalização tem epicentro em Brasília - Temer - e se espalha pelo restante do país.

05/02/2018 por Raul Rodrigues

A eleição de 2018 em Alagoas tende a uma nacionalização por conta da presença da candidatura do senador Renan Calheiros à reeleição como imperiosa saída em caso de vitória para se evitar um melancólico encontro de Calheiros com Eduardo Cunha possivelmente em Curitiba. O que seria um desastre para o político de maior expressão alagoana nos últimos tempos.

Renan Calheiros está a trazer para o Estado a nacionalização do repudio dos demais estados da federação em uma tentativa de assim se contaminar aos eleitores alagoanos contra Calheiros. Além é claro de “perseguição”, segundo próprio senador, das partes do Presidente Michel Temer e uma parcela significativa do judiciário nacional. É muita oposição para um só homem.

Em sua defesa Renan Calheiros lançou em meados de janeiro próximo passado, o livro intitulado de “Quanto mais Perseguição mais Óbvia a Verdade”, escrito por setenta e oito páginas que relata toda uma conjectura de armadilhas preparadas para derrotar um ex-ministro da justiça, um ex-presidente do senado, um ex-aliado do presidente da república, um senador de um estado tão pequeno quanto Alagoas.

Das duas uma: ou Calheiros ainda é um nome temido em Brasília, ou Brasília não deve resistir aos encantos de Renan. É muita montagem ardil para se derrotar apenas a um político. Ainda por cima do segundo menor estado do país.

A quem interessaria a derrota de Calheiros? Por enquanto só a Temer. Pois segundo todo o contexto do livro citado, Renan Calheiros é um inocente ante a todas as acusações que lhe são atribuídas em todas as operações realizadas pela Polícia Federal em ação de mãos dadas com o Ministério Público Federal. Desde Procuradores da República, aos que ocuparam o cargo de Procurador Geral da República. Roberto Gurgel que manteve por alguns anos engavetado processo contra Calheiros, e Rodrigo Janot, este último com equipe montada para metralhar sem dó nem piedade ao senador alagoano. Alie-se a todas essas investidas uma parcela da imprensa “amiga” e o uso das esquinas malditas para ampla fomentação de uma interminável sequência de manchetes direcionadas a Calheiros como um dos maiores corruptos do Brasil.

Por essa gama de fatos, Renan Calheiros terá que usar de toda a sua sapiência e experiência para se livrar de cada cadafalso a ele imposto antes, durante a campanha eleitoral e até o dia da votação. Não devendo esquecer o profundo acompanhamento das apurações das eleições de 2018.

Incluindo o uso de estratagemas para reduzir também os riscos de o seu desgaste contaminar ao candidato ao governo, Renan Filho, como é certo tal entendimento dos maiores observadores da política alagoana.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     

 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

Tags: nacionalização da campanha em alagoas força calheiros a disputa estratégica