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02.01.2018 - 20:16   por Por Raul Rodrigues

Política, políticos e a avaliação dos que os cercam.

Trabalhei para Március e prestei serviços para Alexandre e Israel. Nunca vendi a minha consciência a nenhum deles.

A política deveria ser por base e fundamentação uma prática da liberdade da expressão. Você pode ser aliado de algum político, mas com direito a pensar em dado momento não igual ao próprio político. Mas isto nos tempos da ditadura militar ou nos atuais ainda é permitido. Você tem que pensar igual ao ser político e não contrariá-lo. Outra forma de ditadura.

Esclarecendo os fatos.

Em 2008 quando da derrota do então prefeito Március Beltrão para Alexandre Toledo, vi, assisti e refleti sobre o episódio da mobilização em frente ao Cartório Eleitoral onde pessoas foram protestar contra o resultado das urnas, e nem político envolvido no pleito por lá esteve presente. Era só o povo comum. E em minha memória ainda hoje tenho lembranças de Ulisses Guimarães marchando junto ao povo mesmo diante dos policiais militares munidos de cassetetes para agredi-los. Ali estava a figura do deputado federal, do homem público e do líder ao lado do seu povo.

Aqui, via um povo sofrido movido pelo desespero em perder empregos, apoiado pelos ocultos políticos que expunha aos seus admiradores e eleitores à pancadaria dos policiais militares do BOPE, às balas de borracha, e último caso aos cassetetes em confronto direto. Podendo terminar em prisão dos comuns.

E tomei conhecimento de um ferido por bala de borracha que perdeu quase 100% da visão de dos seus olhos quando apenas passava de ônibus naquela localidade. E quem o defendeu? A resposta deixo para o próprio ferido à época e seu pai.

Neste momento escrevi o artigo – um dos mais elogiados de toda a história do CPA – “Penedo dividido entre a emoção e a razão” em um momento de pura reflexão solitária e sem nenhum tipo de atendimento ou apelo de nenhum político de Penedo ou de fora. Era a minha visão e preocupação com aqueles que brigavam contra um resultado que as urnas mostraram. E depois do artigo publicado os ânimos se acalmaram. E isto foi em outubro de 2008. Há exatos nove anos atrás.

Pois muito bem. Eis que na última sexta-feira, dia 29 de dezembro de 2017, como sempre faço fui ao Restaurante O Oratório e por lá fiquei em companhia do amigo e vereador Derivan Thomaz, e depois com a chegada de Cidoca. É uma praxe ir àquele ambiente com Derivan, Nelsinho, e algumas vezes em companhia de outros vereadores ou amigos.

Quando por estávamos chegou ao Oratório o prefeito Március Beltrão que nos cumprimentou e depois de algumas horas retornou à nossa mesa para dizer algumas palavras de desabafo, incluindo a frase “Raul toda Penedo sabe que você só trabalha pago”! E isto é uma verdade. Nunca trabalhei de graça para ninguém, até porque não conheço quem trabalhe de graça para alguém ou órgão. Vocês conhecem? Mas nunca vendi minha consciência para ninguém. Nem vendo minha liberdade de pensar.

Contive meu ímpeto por educação – sou penedense –, mas me reservo ao direito de dizer e escrever que nunca roubei, nunca paguei mensalinhos a ninguém, nunca omite ou menti sobre as contas do Correio do Povo de Alagoas, e agora do Penedo Real.

Receber por trabalhar é um justo ofício.

Pena que nem todos pensem da mesma maneira.


Fonte: correiodopvo-al.com.br

Tags: política - políticos e a avaliação dos que os cercam.

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