Brasil sob os olhares frios das verdades

Os abismos que ainda separam o Brasil do 1º Mundo

Um país onde políticos dobram o judiciário, os eleitores são apenas frágeis presas.

18/12/2017 por Por Raul Rodrigues

É claro que um país com pouco mais de quinhentos anos não pode almejar atingir via elevador os patamares do Primeiro Mundo. Somente o tempo e a subida de degrau em degrau levarão o Brasil a patamares europeus.

Somos um país frágil em tecnologias, mobilidade urbana carente e antiga, formação profissional nas áreas mais importantes, educação e saúde, ainda aos moldes dos cinco sentidos, e com os maiores índices de corrupção, desafiando sermos o parlamento mais bem pago do mundo, com um judiciário citado em ações criminosas praticadas por parte dos seus membros, além de uma segurança pública inferior em poder bélico e organização criminosa dos bandidos. Traficantes comandam bairros ou cidades inteiras mesmo, presos e dentro dos presídios.  

O racismo nos leva a pé de igualdade com os piores países com os níveis mais baixos de IDH, e com os maiores índices de fome, pobreza e miséria. Países como a África e similares mostram suas fraquezas ao restante do mundo em busca de apoio dos países ricos.

Nós escondemos tais realidades por vergonha das autoridades constituídas únicos responsáveis diretos por tais desafios, e pela grande influencia de uma cultura do viver de aparências. Os pobres só admitem tais condições em períodos eleitorais quando se aproveitam de quem mais lhe rouba. A classe política.

Vivemos em dicotomia paradoxal entre os ricos – meia dúzia – e a pobreza elástica que toma conta do restante do país, principalmente nas regiões onde predominam o analfabetismo educacional e político.

O preconceito de todas as formas e maneiras se manifesta ferozmente em todas as cidades do Brasil. As elites plantam, a classe média absorve e o grande plantio atinge a todos e todas ironicamente sob o efeito da roda gigante. Um dia eu, outro dia você.

Com tais abismos ainda teremos que morrer e reencarnar muitas vezes para superarmos os traumas de seguidas gerações advindas da contracultura impregnada e engastada nas almas subservientes a quem lhes exploram o sangue, a lágrima e o suor, e o pior, de maneira solidária.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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