14/11/2017 06:28 por Redação

Procuradores vão pedir detenção de Jorge Picciani, presidente da Alerj

Peemedebista só não foi preso porque não há flagrante de crime inafiançável

RIO — Os procuradores regionais da República responsáveis pela operação "Cadeia Velha", deflagrada nesta terça-feira, vão pedir ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), fórum competente para o caso, que considere flagrantes os crimes atribuídos ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi.

Jorge Picciani, Melo e Albertassi só não serão presos neste momento porque a Constituição estadual, no Artigo 120, estabelece como única possibilidade de prisão provisória o flagrante de crime inafiançável, à exceção de casos com licença prévia da Alerj. Mas as três prisões não estão descartadas.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal e a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2) lançaram a mais importante ofensiva contra a corrupção no Rio desde a prisão do ex-governador Sérgio Cabral, em novembro do ano passado. A PF está nas ruas para cumprir mandados de prisão contra Felipe Picciani, filho do presidente da Alerj e gerente da Agrobilara — empresa que conduz os negócios da família. Há ainda mandados de busca e apreensão nos gabinetes da presidência da assembleia e de Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi.

Os mandados de prisão se estendem ainda a Jorge Luiz Ribeiro, braço direito do presidente da Alerj; a Sávio Mafra, assessor especial do gabinete da Presidência; Andréia Cardoso do Nascimento, chefe de gabinete do deputado Paulo Melo; e do irmão dela, Fábio, também assessor de Melo. E também contra empresários ligados a Fetranspor, Lélis Teixeira, José Carlos Lavouras e Jacob Barata.


Fonte: oglobo.com

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