13/11/2017 20:07 por Por Raul Rodrigues

Quando ouço falar sobre o comunismo e o socialismo pergunto: daria certo no Brasil? E respondo: Nunca!

Somos frutos de uma sociedade hipócrita que sempre viveu dos trabalhos teus, brasileiros.

Historicamente quando Lenin derrubou os Czares 1917 com ajuda da Alemanha, a sua grande convocação foi para o trabalhador aceitar como símbolo do novo governo trabalhar contra a indústria recém-instalada como forma de demonstrar o governo dos trabalhadores. Mas na Rússia o povo realmente tinha consciência da importância do seu trabalho para transformar o país em um regime socialista. 

No Brasil o trabalhador aceitaria trabalhar por horas a fio – mais que às 08 horas hoje colocadas como quantidade normal da jornada de trabalho? Com certeza não! Logo não daríamos certo como socialistas.

O socialismo traz em seu bojo uma ideia da divisão de tudo por todos. O brasileiro já nasce egoísta e centralizador, basta olhamos para as últimas cinco décadas se quem foi poderoso aceitou dividir os seu bens para com os pobres, ou se faliu lutando para humilhar aos seus próprios empregados? Não precisamos ir muito longe.

Aqui não cabe o  Partido Bolchevique!

Por outro lado, Kal Marx, um dos fundadores do comunismo no mundo propôs a foice e o martelo como símbolo de um governo igualitário, levando à fase final do desenvolvimento da sociedade humana, uma sociedade sem classes – sociedade regulada – e sem Estado e livre de quaisquer tipos de opressão, onde as decisões sobre o que produzir e quais as políticas devem prosseguir são tomadas democraticamente e permitindo dessa maneira que cada membro da sociedade organizada possa participar do processo, tanto na esfera política e econômica da vida pública e/ou privada.

No Brasil isto daria certo? Não! O Estado tem que manter as grandes fortunas dos desafortunados via bancos governamentais que se comportam até hoje fazendo manter nem que seja o status de quem foi Rei continuar sendo Majestade. E aos pobres desde e sempre os velhos e atuais empréstimos – atuais consignados – que garantem aos banqueiros e suas agências “fomentadoras” da pobreza sempre pobres, dos empregos bons para os apadrinhados do próprio poder, e das migalhas para os afoitos que adentram na política que rege todo essa fornalha de queimar gente. De preferência as escolhidas pela classe dominante.

Logo, no Brasil se pensar em socialismo e comunismo é como dar aos “intelectuais” discursos inflamados sobre Lenin e Marx para uma plateia desprovida do conhecimento, e por isso, transparecendo a quem discursa ser um profundo conhecedor de regimes políticos defensores das classes trabalhadoras – sempre em maioria – para engordar o boi do patrão. 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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