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10.09.2017 - 15:56   por Por Raul Rodrigues

A perda de contato entre familiares da família nuclear às novas tecnologias

Milhões de solitários unidos, porém ligados pelas ondas eletromagnéticas.

A drástica redução de contato, entre os familiares mesmo que em um mesmo ambiente, vem trazendo gravíssimos danos às relações internas minando a troca de experiências das pessoas, como também destruindo os sentimentos mais puros entre pais e filhos, irmãos e irmãs, tios e tias, e por fim afastando as pessoas, a sociedade como um todo.

A criação das famílias nucleares – aquelas que moram em apartamentos com comunicação zero com parentes e vizinhos – perderam a ascendência dos pais e passaram a decidirem os seus destinos de maneira monocrática, separando sem a aquiescência dos mais velhos, gerando os filhos sem referencias dos pais juntos. E a justificativa é que é melhor assim que com os pais a brigarem. Compreensível para os que nunca seguiram os conselhos dos chefes dos clãs.

Depois o advento da televisão que fez partilhar os horários permissivos ao diálogo ou não. Durante as novelas as mães querem silêncio. E nos telejornais os pais cobram absoluto silêncio. Fim dos diálogos, seguidos de monólogos de quem manda mais.

E no quadro atual o celular com os mais recentes e modernos aplicativos que juntam em mesas seja de onde forem os ladeados isolados. Todos seguem apenas os seus contatos nos celulares. É multidão solitária lado-a-lado sejam em shoppings ou restaurantes, lanchonetes ou mesas de bar, não importando quaisquer que sejam os locais.

São os filhos do silêncio, os casais unidos pela pequena distância – em casa ou na rua – e separados pelo território da tecnologia.

E as consequências disso, uma sociedade solidária a todo tipo de crime com seus efeitos e causas.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

Tags: a perda de contato entre familiares da família nuclear às novas tecnologias

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