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13.08.2017 - 12:45   por Redação

Servidor público descreve emoção do primeiro Dia dos Pais com a filha adotiva

Victor Sarmento e a esposa deram entrada no processo de adoção há quase dois anos, e agora convivem com a filha Kety, de sete anos.

O Dia dos Pais é comemorado neste domingo (13) como a realização de um sonho para o servidor público Victor Sarmento, 39. Ele e a esposa Thaisa Sampaio, 38, iniciaram um processo de adoção e há dois meses viram a família crescer com a chegada da pequena Kety, de 7 anos.

“Ser pai não é uma ciência, é uma arte. Não tem fórmula. Estou passando por novas experiências, novas emoções. Foi paixão à primeira vista", diz o pai de 'primeira viagem'.

Ele conta que ele e sua esposa – casados há oito anos – se inscreveram no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) há um ano e oito meses. Desde então, estavam na espera de uma criança.

“Colocamos no cadastro a faixa etária para até oito anos de idade, e não fizemos exigência em relação ao sexo da criança", explica.

No mês de junho deste ano, o casal recebeu uma ligação do Juizado da Infância e da Juventude, informando que uma garotinha estava disponível para adoção. Eles ainda não sabiam, mas estavam prestes a conhecer a filha.

“Fomos no abrigo onde a Kety estava, e lá fomos acompanhados por psicólogos. Passamos duas semanas nesse processo. Ela tem uma personalidade forte, onde chega se comunica bem e encanta o ambiente”, relata o servidor público.

Após o processo, Sarmento diz que os psicólogos sentiram que havia uma ligação entre o casal e a Kety. “Quando foi confirmado que havia essa ligação, ficamos com ela e pedimos a guarda provisória”.

Ele conta que diretamente foi Kety que os escolheu como pais. “Ela tem sete anos, não fomos só nós que a escolhemos. Ela já tem entendimento do mundo e do que acontece ao redor dela. Então, em parte foi ela que deu o aval”.

Agora, com a guarda provisória, o casal está na fase de espera por um período de seis meses a um ano para conseguir a guarda definitiva.

Uma nova rotina

De educar a assistir aos desenhos animados e recolher os brinquedos espalhados pela casa, Sarmento afirma que são essas as tarefas que agora fazem parte da rotina dele.

“Só tínhamos experiência com sobrinhos e primos. Nossa rotina mudou bastante. É um dia a dia prazeroso. Ver uma criança crescendo, aprendendo e curtindo ao seu lado. Antes, nossa vida era muito direta e profissional, nosso foco era mais o trabalho e viagens”, conta Sarmento.

Para a juíza especializada em casos de família Ana Florinda Dantas, da 22ª Vara Cível da Capital, esse tipo de comportamento se justificativa pela mudança da visão que a sociedade tem da figura paterna, que passou de chefe de família para participante afetivo da criação do filho, seja de ordem adotiva ou natural.

“Um estudo sociológico, de autoridade que não vem da lei e sim da sociedade, mostra que o pai é visto como símbolo de manutenção da ordem e da lei, mas os dois [pai e mãe] têm os mesmos direitos e são exatamente iguais”, explica Ana Florinda.

Para ele, que assumiu recentemente a função de pai, é como se a criança já estivesse na família desde que nasceu. “Ela foi muito bem acolhida por nossas famílias”.

“O momento mais emocionante até agora foi quando Kety nos chamou de pai e mãe pela primeira vez.

É quase um choque. Você tem afilhados, tem sobrinhos, mas isso foi algo que mudou. Foi um momento que realmente veio dela”, diz Sarmento.

Quando perguntado sobre a programação para o primeiro Dia dos Pais, ele diz que a primeira novidade é a festa na escola de Kety, e depois pretende curtir o seu dia com a esposa e a filha em museu ou parque público.


Fonte: G1 AL

Tags: servidor público descreve emoção do primeiro dia dos pais com a filha adotiva

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