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12.08.2017 - 15:52   por Por Raul Rodrigues

Como se construir uma história destruindo outra? Seria isto correto?

Marco Histórico jamais deve ser reduzido pelo simples passar do tempo.

O conservadorismo instalado nas mentes penedenses através dos tempos ainda hoje é perceptível a olho nu no entrelaçar das histórias contadas pelos maiores pesquisadores da cidade dos sobrados, das ruas estreitas e largas avenidas. A Penedo de quase meio século.

Obviamente que os registros marcam datas muitos mais proximais, entre os séculos XVII, XVIII e XIX, por meio dos que escreveram sobre figuras marcantes do Penedo, sendo exemplo dos mais novos, o Professor Ernane Mero, Diretor do IBGE na cidade, morador da Avenida Getúlio Vargas, em casa simples de portas azuis, quase um pequeno sítio, onde viveu e criou até a adolescência seus descendentes.

Mas o que levantamos neste artigo é algo singular no contexto histórico da cidade beijada pelas águas do velho Chico, que foi sinônimo de poder e desenvolvimento em meados do século XX. É a substituição de valores incomensuráveis como a visita de um Imperador a Penedo, o que gerou a marca do Passo Imperial, pela nomenclatura de Museu Raimundo Marinho. Isto sem diminuir de maneira alguma a importância do ex-prefeito Raimundo Marinho.

Entretanto, para a cidade que vive e respira o passado, não seria justo nem proporcional se deixar de lado a presença do Imperador Dom Pedro II em 14 de outubro de 1859 no Passo Imperial, assim denominado depois do pernoite do Imperador naquela moradia, para se chamar de Museu Raimundo Marinho, até mesmo guardando-se as devidas diferenças entre as figuras citadas. Um Imperador e um ex-prefeito.

Não se deve diminuir um fato histórico em detrimento da amplificação de outro.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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