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17.07.2017 - 17:31   por BÁRBARA NASCIMENTO

País chega ao 3º mês positivo na geração de emprego, com 9.821 novas vagas

Saldo, porém, continua impulsionado pela agropecuária; maioria dos setores teve resultado negativo

BRASÍLIA - Pelo terceiro mês consecutivo, o país teve saldo positivo de geração de empregos. Em junho, foram criados 9.821 postos de trabalho, um aumento de 0,03% em relação ao mês anterior. Nesse mesmo mês no ano passado, o saldo havia sido negativo em 531.765 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho. Os números mostram desempenho positivo também no semestre: no acumulado do ano até junho houve criação de 67.358 vagas, uma expansão de 0,18% em relação ao estoque no final do ano passado.

Em junho foram 1.181.930 admissões e 1.172.109 desligamentos. O saldo positivo no mês foi impulsionado por dois setores: agropecuária e a administração pública. No primeiro, houve saldo positivo de criação de vagas de 36.827 novos postos. Segundo o Ministério do Trabalho, o cultivo do café foi o destaque nesse setor, com criação de 10.804 vagas, sobretudo em Minas Gerais. Na Administração Pública houve criação de 704 novas vagas.

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Nos demais setores considerados pelo Caged, houve mais desligamentos do que admissões. A Construção Civil e a Indústria da Transformação perderam 8.963 e 7.273 vagas, respectivamente. Serviços e Comércio tiveram redução de 7.273 e 2.747 postos.

No acumulado dos últimos 12 meses, contudo, o saldo ainda é negativo, reflexo do mau desempenho do mercado de trabalho no ano passado. De junho de 2016 até o mês passado houve redução de 749.060 postos, uma retração de 1,91%.

No recorte geográfico, quatro regiões tiveram crescimento do nível de emprego em junho. Apenas o Sul teve redução de 14.620 vagas. O Sudeste foi a região que teve maior saldo positivo, com criação de 9.273 empregos. Entre os estados, verificou-se resultados positivos em 13 deles, com destaque para Minas Gerais (+15.445) e Mato Grosso (+5.779). O Rio teve desempenho negativo: houve uma perda de 5.689 vagas.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que o governo tem motivos para comemorar com o resultado de junho. Questionado, ele negou que tenha sido um resultado aquém do esperado:

— Não frustrou o governo. O governo não esperava números negativos. E nós tivemos números positivos — disse.

Ele ainda ressaltou que espera saldo positivo também para o ano. Questionado sobre a ordem de grandeza desse número, Nogueira se utilizou de um argumento esotérico para dizer que prefere não fazer previsões:

— Os astrólogos e profetas às vezes erram as previsões. Eu quero dizer que estamos apostando em números positivos. Quem está apostando que o Brasil não vai dar certo, está errado. O Brasil, a capacidade que nosso país tem, está acima de qualquer pessoa, de qualquer pensamento ideológico. O país está acima de todos.

O ministro ainda estimou que as novas profissões regulamentadas na reforma trabalhista, como trabalho intermitente, teletrabalho e os novos contratos parciais, têm potencial de gerar 2 milhões de empregos nos próximos dois anos. Ele afirmou ainda que a medida provisória (MP) que trará mudanças na lei da reforma deve estar pacificada logo após a volta do recesso parlamentar, em agosto. E garantiu que o Caged sofrerá alterações para abarcar essas novas profissões.

SALÁRIO MÉDIO AUMENTA

Nogueira destacou ainda a evolução do salário médio real de quem está sendo contratado. A remuneração dos trabalhadores cresceu 3,52% para novas vagas no primeiro semestre, na comparação com 2016, indo para R$ 1.463,67. O crescimento foi maior para as mulheres, 4,25%. Mas elas continuam com o salário menor do que os homens: R$ 1.370,29 ante R$ 1522,23 para eles.

O salário médio de admissão cresceu para todas os níveis de escolaridade, com exceção do superior completo. Para esses trabalhadores houve uma variação real negativa de 0,1%.

O ministro foi questionado sobre o impacto, no mercado de trabalho, do fim da safra, uma vez que a geração de empregos tem se ancorado na agricultura.

O coordenador-geral de estatísticas, Mário Magalhães, explica que, de fato, o ciclo produtivo da agricultura no Sudeste e Centro-Oeste, que é mais substancial, se encerra em maio, com algum reflexo em junho e julho. Os números, segundo ele, devem arrefecer em julho e agosto, mas voltam a crescer no fim do ano com novo ciclo, dessa vez no Nordeste, sobretudo com cana-de-açúcar.

— Não é tão volumoso, mas ao mesmo tempo ajuda a segurar a criação de empregos — disse Magalhães.


Fonte: OGlobo.com

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