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19.05.2017 - 09:22   por ANCELMO GOIS

Três cientistas políticos comentam a ‘República grampeada’

Governo Temer começou mal, durou mal e terminará mal.

Governo fantasmagórico

Nunca o Brasil ansiou tanto pela renúncia de um presidente como no dia de ontem. Com a renúncia, a eleição do próximo presidente aconteceria em um mês e seria indireta.
Com o governo fantasmagórico de Temer, a campanha pelas diretas provavelmente vai ganhar as ruas.

Jairo Nicolau

Temer se esconde no foro privilegiado

Familiarizado com as letras jurídicas, o presidente sabe o que pode significar a perda de foro privilegiado. Sua não-renúncia ao cargo traz consigo a renúncia em encaminhar a saída menos custosa para o problema do qual foi protagonista. Ao inviabilizar as indiretas já, aprofunda a crise e alimenta o clamor pelas diretas já, em um quadro de enorme incerteza política e institucional. Em tal quadro, o tempo encurta e, a cada dia, a crise ganha novas dimensões. Muita perplexidade: como imaginar que elites delinquentes possam ser portadoras de projetos de modernização política e social? Duro ouvir de politólogos conservadores que o governo Temer significa uma “janela de oportunidade para qualquer coisa positiva”.

No mais, a falta de consenso que tem marcado o campo político brasileiro parece estar com os dias contados. Devemos ao presidente a oportunidade de superar esta falta. Ao abdicar do encaminhamento da solução legal e imediata, abre caminho para o consenso das ruas. Algo que, creio, o TSE já se terá dado conta.

Renato Lessa

Temer virou refém

Quando a crise atinge quase todo o sistema partidário, não há saída boa, ainda que seja constitucional. Temer decidiu não renunciar. Parece preferir ter o mandato cassado por invalidação da chapa Dilma-Temer ou o impeachment. Até ontem, ele tinha uma coalizão de grande eficácia e baixo custo. A partir de hoje, de uma coalizão de baixa eficácia e alto custo. Para manter a lealdade da base, vai fazer concessões sem fim. Virou refém.

Sérgio Abranches


Fonte: OGlobo.com

Tags: três cientistas políticos comentam a ‘república grampeada’

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