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15.05.2017 - 07:09   por Redação

Só há prisão em 1 de cada 5 casos investigados em SP

Violência ganha em disparada

Somente resulta em prisão um em cada cinco inquéritos policiais abertos pelo departamento que investiga homicídios em São Paulo.

Essa radiografia do braço da Polícia Civil, subordinada ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB), aparece em dados de produtividade obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação.

Para entender os motivos desse cenário, a reportagem conversou com policiais e especialistas na área.

Segundo eles, o quadro atual do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) é resultado de uma equação composta por falta de estrutura e de verba para investigações, baixa renovação, reduzida reciclagem do efetivo e práticas pouco eficazes de atuação.

Resposta

O governo Geraldo Alckmin (PSDB), por meio da Secretaria da Segurança Pública, afirma que o DHPP resolveu 40% dos homicídios em 2016 e que foram esclarecidos 260 de 642 inquéritos de homicídio em 2016.

Afirma ainda que o total de prisões foi de 372, mas não discrimina quais são relacionadas a homicídios.

Diz que há vários tipos de crimes investigados, como de desaparecimentos, que podem não resultar em prisão, mas não detalha qual é o percentual de cada crime no total de inquéritos.

A reportagem fez vários questionamentos na quarta-feira, mas a nota na sexta não respondia algumas.

Por telefone também não foram esclarecidas.

Não diz, por exemplo, que que tipos de casos estão entre os 1.994 inquéritos abertos em 2016.

'Importante salientar que os casos de homicídios investigados pelo DHPP não apontam qualquer indício de autoria ou motivação no momento do registro, o que torna o trabalho de investigação mais árduo e duradouro", afirma.

A pasta diz também que qualquer comparação entre o DHPP e o Denarc é "inadequado" e "equivocado", pelas naturezas distintas dos departamentos.

Sobre orçamento, diz que a reportagem ignora que parte do valor dado ao Denarc vai para outras ações.

A respeito da morte de Peterson Silva de Oliveira, o governo afirma que quando caso voltar do fórum e, últimos laudos serão anexados.

Diz que corregedoria afastou os PMs envolvidos.

A família diz que estão na ativa.


Fonte: agora.uol.com.br-FSP

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