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06.04.2017 - 13:56   por Dimas Patriota

Ande com Deus ou dance com o Diabo: até o 4º poder já foi comprado.

A busca pela imparcialidade é uma constante, muito embora sempre incompreendida

Antigamente, a educação era praticamente tudo que uma sociedade dispunha para se defender da política de corrupção praticada pelos maus governos. Por isso, ela -  a educação – sempre foi tratada como ferramenta de discursos nas campanhas e  tratada com desdém pelos políticos depois de serem eleitos. Hoje, os governos continuam maltratando a educação no afã de se livrar de possíveis represálias legais por parte de uma sociedade instruída. Uma comunidade esclarecida sabe cobrar seus direitos de forma clara, objetiva e, por si só, eficiente. Um cidadão esclarecido não tem memória “curta” e acompanha a gestão de quem ele ajudou a eleger. Esse mesmo cidadão fiscaliza os atos dos políticos que compõem a estrutura de comando que traça as leis que regem seu município, estado ou nação. Esse simples fato mudaria tudo dentro de uma sociedade realmente esclarecida. 

Exatamente o que os maus políticos não querem. Nesse caso, acabaria a corrupção – força motriz da política brasileira até agora. Um povo esclarecido não reelege político corrupto ou inerte e este, simplesmente, deixaria de existir. Mesmo com o passar do tempo, ainda que as consequências da corrupção não recaíssem sobre as costas do político que a praticasse, pelo menos acarretariam graves danos para seus herdeiros. Afinal de contas, é prática mais de que comum, o legado de um político, geralmente, ser passado de pai para filho numa interminável sequência.

Contudo, com a evolução e pela necessidade da sociedade, eis que surge um parâmetro social muito mais poderoso de que a educação, pelo menos para efeitos “imediatos”. Um seguimento muito mais ágil e melhor articulado. Um parâmetro que anda com suas próprias “pernas”; que é capaz de realizar algo que deveria ser unicamente prerrogativa do povo: eleger ou deflagrar a queda de um político corrupto.  Concretiza-se o QUARTO PODER – a IMPRENSA e seu poderosíssimo veículo, a mídia.

Sem dúvida, é o único fator social que pode fazer um político tremer na base. É verdade! Três poderes já não seriam suficientes para garantir uma vida saudável e justa para uma sociedade que navegava ao Deus dará. Foi necessário surgir um quarto poder, aos trancos e barrancos, à custa de muita perseguição e de muitas mortes. Um poder que realmente tivesse “poder”; que pudesse falar (gritar, criticar, denunciar). Mas, não só isso, tinha que ser algo que tivesse uma força motriz capaz de acordar a sociedade e fosse capaz de impeli-la à ação; que se transformasse na “voz” dos oprimidos e aterrorizados – o povo. 

E, mesmo esse novo poder, de fato aliado do povo, já sofre as temidas influências da promíscua casta de políticos que a sociedade brasileira construiu e insiste em manter. A mídia hoje, mal se tornou independente, já passa a ser veículo mantenedor da voz dos articuladores que aspiram entrar para a política ou são meros cabos eleitorais de seus patrões, os políticos por trás dos microfones... dos jornais.... das câmeras e, mais recentemente, dos sites e blogs.

Esses políticos são mesmos espertos! Se não podem com o “inimigo”, aliam-se a ele. Ou melhor, o compram. Isso é bem típico do político (profissional). Hoje, podemos constatar um grande número de empresas de rádio, jornal, revista, tv ou internet trabalhando em prol de algum político, disfarçadamente ou não, mesmo que insistam em afirmar que são independentes e que fazem um jornalismo sério e imparcial – inocente é aquele que acredita nessa balela ou, no mínimo, finge ser inocente.

Um político só é mostrado como decente e eficiente no veículo midiático que está sendo “alimentado” por ele, caso contrário, o simples calor do sol em pleno verão já passa a ser alvo de críticas pelo mesmo “bem intencionado” veículo representativo da imprensa. É uma pena! E pensar que, agora, o povo tinha um aliado! Estava bom demais para ser verdade.


Fonte: artigo-colaborador

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