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19.03.2017 - 09:58   por Redação

Disputa pelo Senado Federal: eis o grande xadrez de 2018

Recente pesquisa mostra que Renan está ameaçado e que adversários estão dispostos

A eleição de 2018 virou tema para os partidos que querem seus “players” no jogo desde já. A grande disputa é pelo Senado Federal. É o que mostra a recente pesquisa do Instituto Paraná, encomendada pelo Diário do Poder. Pela pesquisa se observa a existência de muitos pré-candidatos para apenas duas vagas. O detalhe: todos demonstrando uma capilaridade eleitoral e condições de disputa. Quem tem se preocupado bastante com o cenário é o atual senador Renan Calheiros (PMDB). Por esta razão, foi o próprio Calheiros que, ao deixar a presidência do Senado, resolveu antecipar o jogo eleitoral e partir para o ataque.

Calheiros trabalha em duas frentes: a primeira delas requer a busca por montar o cenário perfeito para disputar o cargo sem grandes ameaças; a segunda é conseguir confrontar os adversários, já que a arrumação do xadrez não depende apenas de Renan Calheiros. É que a disputa pelo Senado Federal envolve dois grupos. Um liderado pelo próprio Renan Calheiros, onde os interesses do peemedebista precisam conjugar com os do ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), que já anunciou que disputará uma das vagas.

Beltrão diz que a preferência é por ser candidato ao Senado Federal pelo PMDB, mas sabe que pode ficar de fora. Então, possui dois partidos na manga: o PSD e o PRB. Do outro lado, Calheiros garantiu legenda ao ministro para uma dobradinha, já que são duas cadeiras em disputa. O outro grupo político é encabeçado pelo PSDB do prefeito Rui Palmeira. Por lá, são vários candidatos ao Senado: além do senador Benedito de Lira (PP), que deve disputar a eleição, surgem os nomes do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), do ex-governador e atual deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) e do ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR).

É provável que Quintella abra mão de uma candidatura ao Senado para renovar o mandato de deputado federal. Porém, Lessa se coloca no jogo. A má notícia para Renan Calheiros é que os dois senadores que lideram as intenções de voto estão do lado de lá.

Pesquisa

Se a eleição fosse hoje, Ronaldo Lessa teria 35% dos votos. Vilela ficaria com 27,8%. Renan Calheiros seria o terceiro colocado com 25,1%. O cenário se complica, pois Quintella surge com 18%, Benedito de Lira com 17,8% e Marx Beltrão com 16%. Claro que a possível saída de Quintella altera esse quadro, mas em uma campanha quem mais seria alvo é o senador Renan Calheiros em função da Operação Lava Jato e os inquéritos onde aparece. É um desgaste político, mesmo não sendo o senador condenado. Afinal, a condição de investigado não é pré-julgamento e Calheiros alega inocência. Porém, há reflexos no eleitorado.

Renan aceitaria uma dobradinha com Marx Beltrão neste cenário? Beltrão não demonstra a vontade de sair do PMDB, mas dá a dica nos discursos. Em recente postagem em suas redes sociais falou em não temer mudanças. Quando fala sobre candidatura, destaca que o PMDB é uma preferência, mas o Senado é um o principal projeto político.

Quintella – em recentes declarações – afastou de vez esta discussão. Diz que vai focar no trabalho que realiza no Ministério dos Transportes e deu a entender que o caminho é mesmo disputar a cadeira de deputado federal mais uma vez. Benedito de Lira já disse que não se aposentará e parte para mais uma disputa. Ronaldo Lessa – segundo o presidente municipal do PDT, Daniel Luiz Maia – vai confirmar a intenção de disputar o Senado no próximo dia 28, quando o partido realiza um congresso estadual com a presença do presidenciável Ciro Gomes (PDT).

“Não há nada descartado. O PDT quer que ele seja candidato ao Senado. Agora, ele pertence a um grupo político. Ele não pode é ser candidato de si mesmo. Mas o PDT vai apresentar o nome de Lessa”, afirma. Segundo o secretário, esta é uma possibilidade que o PDT enxerga, mas nenhum quadro está descartado. Por exemplo: se Rui não for candidato ao governo do Estado, o nome de Ronaldo Lessa pode ser apresentado à chapa para esta missão. “Agora, é um cenário mais difícil. Nossa preferência é o Senado. O governo depende de uma série de conjunturas”, afirma Melo.

Para o Governo: pesquisa demonstra embate entre Rui Palmeira e Renan Filho

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), deu entrevista ao Gazetaweb (em matéria de Eduardo Almeida), e demonstrou certo desdém em relação aos números da pesquisa feita pelo Instituto Paraná (encomendada pelo Diário do Poder).

Pela pesquisa, se a eleição fosse hoje, o governador Renan Filho (PMDB) teria 31,7% dos votos. O prefeito Rui Palmeira (PSDB) – caso fosse candidato ao Executivo estadual – estaria com 26,1% das intenções de voto. O senador Fernando Collor (PTC) aparece em terceiro com 14,4%.

Ainda são postos os nomes de Benedito de Lira (PP), com 8,1%, e Paulão (PT), com 5,3%. É muito cedo, pois alguns nomes podem sequer está no páreo. Lira – por exemplo – defende a candidatura de Rui Palmeira e afirma que tentará a reeleição para o Senado Federal.

Agora, há um dado interessante: a rejeição de Rui Palmeira é menor que a de Renan Filho. O governador tem a terceira rejeição: 27,5%. Rui é o menos rejeitado com 20,1%. Todavia, dos nomes citados, o único pré-candidato confirmado é o governador.

Em entrevista, Rui Palmeira diz que “é muito cedo para dizer qualquer coisa”. O prefeito mantém a postura da incógnita. Não nega a possível candidatura, mas também não confirma. “Essa história de 2018 a gente deixa para 2018”.

Os amigos mais próximos dos tucanos dizem que é exatamente isto que o prefeito responde para eles, apesar de muitos apostarem que Rui Palmeira entrará em campo. Rui Palmeira desdenha da pesquisa dizendo que “não estar preocupado” com números. “A gente tem que estar preocupado é em estar na rua, trabalhando. Não tem que estar falando sobre esse tema, que não passa pela nossa cabeça nesse momento. Acho que tem que estar focado, trabalhando”.

A única avaliação dos números que ele faz é a de “se sentir feliz por ser bem avaliado pela população”. Para o prefeito, a popularidade é volátil. “Mais importante é manter a credibilidade”, complementou. Ao ser indagado sobre a possível presença de Renan Filho (PMDB) – seu rival político – na lista do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, evitou a polêmica. “Quem tem que falar no assunto é o governador. Não vou fazer conjecturas”.


Fonte: cadaminuto.com.br

Tags: disputa pelo senado federal: eis o grande xadrez de 2018

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