15/03/2017 15:08 por Por Raul Rodrigues

O que levou ao prefeito MB ficar isolado do vice, da câmara e dos servidores?

Todo o desgaste vivido pelo prefeito é fruto da sua maneira infantil de fazer política e até abandonar aliados

Que o prefeito de Penedo-Al, Március Beltrão, está em uma ilha ninguém duvida. Isto para os bons observadores. Para os simples mortais, MB está apenas distante de Penedo.

Porém, o seu distanciamento do vice-prefeito, Ronaldo Lopes, já pode ser sentido pela ausência de RL na sede da prefeitura quando da visita do prefeito. Ronaldo Lopes pode até negar que está sendo excluído do mandato 2017/2020 se quiser se enganar e colocar venda nos olhos dos seus aliados, mas o fato é mais contundente que a sua imagem virtual de parceiro do prefeito. E isto tem algumas explicações. As principais são: redução de ocupação de cargos da administração por indicação de Ronaldo Lopes corte total de recursos para seus veículos de comunicação, e a rejeição ao modus operandi de Lopes. Prova dos fatos: “extinção” da secom, escolha do nome de Roberto Miranda para compor o governo, a não indicação de Valmir Lessa para o SAAE, dentre outras.

MB também está isolado da câmara de vereadores – apesar de já ter maioria simples – não permitindo as indicações dos senhores edis, da campanha ou não, para cargos de comissão, bem como nas contratações que por ventura venha a fazer. Neste mandato vereador será tratado à distância. Cada qual com o seu devido valor é claro. Porém, relação estreita não existe. Ainda não é tempo de eleição.

E dos servidores pelos erros cometidos por Március entre os últimos quatro anos como prefeito – manutenção da greve da educação por cinco longos meses, o aumento de 1% parcelado em três vezes, e da infelicidade da sua marcante frase “foi birra mesmo” durante audiência pública na Casa de Aposentadoria diante de uma sala cheia e transbordante de servidores apreensivos sobre os destinos das suas vidas financeiras e profissionais. Beltrão cavou um abismo entre ele e a categoria dos servidores. Não foi o Sindspem que criou essa fissura entre o prefeito e os funcionários públicos municipais.

Atualmente Március Beltrão deve ter “receio” de olhar olho-no-olho do servidor e lhe pedir um voto de confiança para aprovar a Previdência Própria ou qualquer apoio que dependa da credibilidade do gestor. Há uma ressaca moral entre as partes, cuja razão está com os servidores.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

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