publicidade

Publicidade

notícias

10.03.2017 - 16:16   por Por Raul Rodrigues

Profissão Professor: um trabalhador que não pode ir ad eternum!

Com a experiência acumulada das décadas de sala de aula o professor deve ser melhor aproveitado em fim de carreira

A reforma da previdência vem desencadeando várias reflexões. Uma delas é sobre a continuidade do profissional até os 65 anos de idade. Para o professor será suicídio!

O professor trabalha com gente em formação. Normalmente, se o professor e os alunos não têm grande diferença de idade, não há um choque de gerações e as aulas seguem em um ritmo considerado normal. As diferenças de gerações são consideradas para alguns estudiosos como sendo percebidas entre o intervalo de tempo de sete anos. Alguns consideram dez anos, e outros até menos que sete anos.

Analisemos, pois, um professor com cinquenta anos de idade ministrando aulas para uma geração de idade entre quinze e dezoito anos. O choque de gerações é inevitável. O profissional já cansado pelas horas intermináveis de sala de aula, de correção de provas em casa, de anotações infinitas em cadernetas que somente servem para serem incineradas anos depois (isto é fato), e do cumprimento de no mínimo 30 anos de exaustos trabalhos, vem o profissional a ser questionado pelos setores dos gabinetes da área sobre o seu melhor desempenho. É a morte intelectual do profissional e o triste fim para quem formou gerações de todas as demais profissões.

No caso dos professores universitários ou das faculdades, o equilíbrio entre a sede do saber dos adultos ali presentes como alunos e a rica experiência dos professores mesmo que de idade avançada, ainda possibilita uma estabilidade de relacionamentos.

Mas para quem vive – sobrevive – de dar aulas a adolescentes, é encaminhar o professor para enfarte agudo do miocárdio, forçá-lo a concluir seu tempo de profissão entre a vida e a morte. 

Por fim, manter em sala de aula um professor de cinquenta/sessenta anos, é desafiar à obesidade, as varizes, o câncer nas cordas vocais, e principalmente depressão aliada à síndrome do pânico.
 


Fonte: correiodopovo-al.com.br

Tags: profissão professor: um trabalhador que não pode ir ad eternum!

comentários

deixe seu comentário

publicidade

facebook

@correiodopovoal

Correio do Povo Alagoas © 2012. Todos os direitos reservados