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04.03.2017 - 15:02   por Por Raul Rodrigues

Aumento das favelas reflete volta da classe média baixa ao desemprego

Caminho inverso dos últimos anos leva população pobre para a linha da miserabilidade

Já é perceptível o inchaço nas periferias das grandes, médias e pequenas cidades com a volta de uma grande parcela da população antes carente, depois assistida pelo Bolsa Família, emergente, e agora de volta à pobreza, descrito por alguns jornalistas ou escritores como de volta à linha da miserabilidade.

Os reflexos desse fenômeno socioeconômico é o desemprego avassalador e a recessão dos últimos anos que tomou conta do país, atingindo sem distinção de cor, raça, credo ou origem, a todas as classes das famílias brasileiras. Quem rico ficou abalado, quem era remediado ficou pobre, quem era pobre ficou sem nada. E os pobres de antes do Bolsa Família terão agora que voltar a patamares antes nunca vividos. Com a televisão de LED sem poder pagar a conta de energia; com o celular sem poder colocar créditos, com o cartão de crédito levando-o para uma dívida impagável. Com as prestações do carro em aberto, com a moto em busca e apreensão, com o nome sujo em todas as siglas que representam o mau pagador.

Se fosse definido pelo poeta, diria ele que “foi um rio que passou em minha vida”.

As favelas das grandes cidades e capitais já começam a inchar em número de barracos e os acidentes já demonstram a ocupação exagerada dos espaços. É pouco espaço para tanta gente.

O comércio se limita a vendas somente no dinheiro ou no cartão, e no cheque apenas e tão somente para os clientes com histórico garantido.

A falta do saneamento básico vai sinalizar com os desastres nos rios e córregos que cortam as cidades derramando as línguas pretas nas praias que ora são cartões postais, em outras as manchetes do descaso do poder público. Tudo é uma questão de tempo. Além do aumento dos problemas de saúde pública.

O aumento da violência superlota os presídios e delegacias transformando homens e mulheres em verdadeiros exemplos do destrato para com o ser humano. Tem gente presa algemada às viaturas policiais em frente às delegacias por não haver espaço livre dentro das celas abarrotadas com outros presos. Às vezes pessoas presas dentro das próprias viaturas em frente a centrais de polícia enquanto se aguarda vagas em prédios para tais finalidades. As penitenciarias estão em chamas, fogo este motivado pelas rebeliões que desafiam aos três poderes. Judiciário, executivo e legislativo, além da força militar. 

A insegurança cerca toda a sociedade seja ela no comércio com os assaltos recorrentes, nos estádios de futebol onde se tinha a alegria, nas ruas seja dia ou de noite, nos consultórios médicos, nas clínicas de exames, nas escolas e cursinhos, nos abres ou restaurantes aonde as pessoas vão para se divertir. Nos ônibus urbanos ou não quando passageiros perdem tudo que estejam a carregar.

O inchaço das favelas não é um bom sinal.


Fonte: correiodopovo-al.com.br

Tags: aumento das favelas reflete volta da classe média baixa ao desemprego

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