Seguranças dos taxistas

Questão de segurança

Cerca de 20% dos taxistas utilizam o mecanismo, mas número deve crescer com entrada de empresa no mercado local

20/01/2014 por Redação

A recente onda de violência contra os taxistas chama atenção para a vulnerabilidade da classe. Em menos de um mês, foram registrados pelo menos cinco casos de agressões aos profissionais que trabalham com a chamada bandeira 2, rodando no horário noturno.

Com a intenção de aumentar a segurança dos motoristas, um sistema de monitoramento em tempo real vem sendo utilizado há cerca de um ano.

Conhecido popularmente entre os taxistas como “Botão de Pânico”, o sistema já mostra resultados positivos. “Antes de termos esse sistema, nós registrávamos de três a quatro casos de assalto toda semana. Agora, com a implementação desse projeto, o número de ocorrências já diminuiu bastante”, relatou o presidente do Sindicato dos Taxistas de Alagoas (Sintáxi-AL), Ubiraci Correia.

Em funcionamento há cerca de um ano, o sistema tem adesão de taxistas ainda pequena, alcançando cerca de 20% da frota da capital. Mas de acordo com o presidente do Sintáxi-AL, Ubiraci Correia, esse número deve aumentar dentro dos próximos meses. “Agora que a empresa está se instalando aqui em Maceió, estamos esperando uma adesão em massa, isso porque uma entrada em grande quantidade pode diminuir o preço de custo da manutenção do equipamento”.

O botão de pânico é fruto do projeto chamado Táxi Cidadão, que vem sendo desenvolvido através de uma parceria entre o Sintáxi-AL e a Secretaria do Estado de Defesa Social (Seds). Através de um convênio firmado entre as entidades, uma empresa terceirizada de segurança eletrônica passa a oferecer a tecnologia de rastreamento e monitoramento dos veículos em tempo real.

Entenda como funciona

O funcionamento do botão de pânico acontece da seguinte forma: o taxista instala o equipamento no carro e ainda pode escolher o local onde o botão será colocado, de modo que fique localizado no lugar mais estratégico possível, para que numa possível necessidade, ele possa ser utilizado sem despertar a atenção dos assaltantes. Ao ativar o botão, imediatamente um alarme é acionado no Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods).

De acordo com Geraldo Lopes, dono da empresa de segurança que disponibiliza a tecnologia, o mecanismo é muito eficiente e ele já desenvolve o mesmo tipo de trabalho nas cidades de Recife e Aracaju. “O grande diferencial do nosso sistema é que a localização é muito mais precisa do que um GPS convencional. A margem de erro é de apenas cinco metros, enquanto um GPS convencional nem sempre é preciso”, explica.

Na Prática

O taxista Mizael Francelino Filho, conta que já utilizou o Botão por duas vezes, mas em nenhuma delas a suspeita de que seria vítima de assalto foi confirmada. “Nas duas vezes que eu apertei o botão, a polícia fez a abordagem ao meu carro em menos de dez minutos, mas felizmente não era nada”.

Para utilizar o sistema é preciso pagar apenas uma taxa mensal de R$ 45. Mizael acredita que, apesar de o carro estar segurado, é melhor estar prevenido. “A gente se sente mais protegido porque tem um contato mais rápido e prático com a polícia. Além disso, o sistema do botão de pânico permite que o condutor bloqueie o veículo em caso de assalto. Para isso, o motorista só precisa ligar para a polícia e informar a palavra secreta”.

O ex-diretor do Ciods, tenente-coronel Marcos Sampaio, informou que o sistema do botão de pânico está sendo usado também nos bares e restaurantes de Alagoas, implantado após o convênio entre a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-AL) e o Centro Integrado.


Fonte: TNH1

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