Tecnologia

Amazon testa frota de aviões não-tripulados para entregar encomendas em até 30 minutos

Sistema utilizará Vants para transportar encomendas de até 2,3 kg, peso que compreende hoje 86% dos produtos vendidos pelo site

02/12/2013 por Redação

RIO - A Amazon, maior varejista on-line do mundo, testa um sistema de entrega que substitui caminhões por aeronaves autônomas não-tripuladas - conhecidas como Vants em português e drones em inglês - e seria capaz de deixar a encomenda na casa do consumidor até trinta minutos após a compra no site.
Os Vants testados, chamados Octocopters, são capazes de transportar pacotes de até 2,3 kg, peso que abrange 86% dos produtos vendidos pela Amazon, informou o fundador e diretor executivo Jeff Bezos ao programa de TV “60 Minutes”, em que revelou seus planos.
O programa de entrega ultra-expressa já tem até site e nome, Prime Air, mas só deve ser lançado daqui a quatro ou cinco anos, admitiu Bezos. Isso porque, além de o sistema precisar de mais testes, a autoridade aeroviária americana, a FAA, ainda não permite a exploração civil da tecnologia dos Vants para fins comercial. Atualmente, apenas órgãos governamentais, forças policiais e alguns cientistas têm autorização para empregar as máquinas. Especialistas do setor esperam que isso mude em 2015, e a própria FAA prevê que, em 2017, 10 mil Vants civis estarão voando nos céus dos EUA.
- Eu sei que parece ficção científica, mas não é - disse Bezos no programa de TV da rede americana CBS.
A Amazon não foi a primeira a pensar nisso. O fundador da FedEx, Fred Smith, já disse que os Vants devem transportar as cargas da empresa no futuro.
Como o GLOBO mostrou no começo do ano, embora a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não tenha regulamentado a utilização civil de Vants, empresas como Petrobras, Cemig e o agronegócio já utilizam aeronaves não-tripuladas em caráter experimental.
O segmento de Vants é o que mais cresce na indústria aeroespacial, segundo estimativa do Teal Group. As vendas globais já somam US$ 6,6 bilhões ao ano e devem movimentar US$ 11,4 bilhões em 2022. Grande parte disso vem do uso militar.


 


Fonte: oGlobo