Maceió

Faturas: “A loja não pode se aproveitar da fragilidade do consumidor”

Enviar fatura é obrigação do estabelecimento.

04/03/2013 por Gabriela Flores

A internet certamente chegou como uma aliada para quem gosta de fazer compras e muitas vezes pela correria do dia a dia não tem condições de ir aos estabelecimentos efetuar os pagamentos. Mas o que era para ser um aliado para alguns está se tornando um vilão, uma vez que nem todas as pessoas tem acesso ou facilidade de manusear um computador.

Uma prática que está se tornando bastante comum nesse mundo do comércio virtual é o acompanhamento das faturas que são postadas apenas de forma virtual, mesmo que a compra tenha sido efetuada numa loja normal, de forma presencial.

Desconforto

Em Maceió, uma grande loja de departamentos tem como política a não emissão da fatura. O cliente efetua suas compras normalmente e tem que acompanhar pela internet a data de vencimento, que pode variar de acordo com a compra e o valor. Para quem sabe dominar a internet não tem problema nenhum. Mas e os consumidores de mais idade ou que não dominam o mundo virtual?

A esteticista Eliana Pinto Costa comenta que a mãe dela tem o cartão de uma loja e “como a fatura não chega em casa é preciso que eu ou meu esposo entremos na internet para verificar valor e data de vencimento, já que ela não sabe utilizar o computador. Isso é realmente muito desconfortável”, destacou Eliana.

Atenção

O superintendente da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Rodrigo Cunha comentou que “o cliente deve ser comunicado dessa prática no contrato. A loja não pode se aproveitar da fragilidade ou da dificuldade do consumidor. Isso pode ser caracterizado como prática abusiva, que segundo o Código de defesa do Consumidor a se caracteriza por prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços”.

Outro ponto que está dificultando a muito consumidores honrar suas dívidas é a não chegada das faturas nas residências. Nestes casos o superintendente sugere que o consumidor veja se o estabelecimento oferece a opção da emissão de uma segunda via do boleto de pagamento pela internet.

Mas Rodrigo alerta “em casos de greves a não entrega está justificada, porém o não envio da fatura não deve ser regra e faz um alerta, no caso do cliente optar por emitir a sua própria fatura pode ser negociado um desconto junto ao fornecedor do serviço”, reforçou o superintendente do Procon.


Fonte: CadaMinuto