Explosão da DEIC

Familiares da Policial Civil acusam o Estado por negligência

ùnica morta pela explosão

21/12/2012 por Redação

Uma policial exemplar e que deixará saudades aos amigos de trabalho. Foram essas as principais palavras ditas na manhã desta sexta-feira (21) durante o velório da agente da Polícia Civil, Maria Amélia Dantas, de 43 anos, que morreu durante a explosão da sede da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic). No cemitério Parque das Flores, em Maceió, o clima era de dor e comoção entre os amigos e familiares da policial, que ainda aguardam respostas do que realmente provocou o acidente que deixou ainda quatro feridos.

Abatidos, vários policiais civis de delegacias de todo o estado chegavam ao Parque das Flores para se despedir da colega. Amiga pessoal e colega de trabalho, a agente Maria do Carmo, do setor de Capturas da Deic, contou que estava no prédio minutos antes da explosão e falou rapidamente com a vítima. "Tive muita sorte. Por pouco não estava lá. A tragédia só não foi maior porque aconteceu justamente no horário da troca do plantão das equipes, então havia pouca gente no local", ressaltou.

Maria do Carmo lembrou que Amélia Dantas trabalhava no setor de monitoramento que ficava bem próximo à sala onde estavam guardados os explosivos. "Era uma excelente policial e muito dedicada ao trabalho. Pena que tenha acontecido isso com ela", resumiu a agente da Deic, afirmando que já tinha feito várias vezes o transporte de explosivos da sede da divisão para o fórum de Maceió.

Ao lado do caixão com o corpo de Amélia Dantas, familiares se abraçavam e choravam. Para o professor Henrique Dantas, ex-marido da vítima e pai de seus dois filhos, é necessário agora que os órgãos do governo deem respostas concretas sobre a tragédia.

"Queremos ver o resultado da perícia, mas o que indica inicialmente é que houve omissão e negligência por parte da Deic, visto que deixaram vários explosivos em um prédio onde ficavam vários policiais e trafegavam outras pessoas. Parece ter ocorrido um erro de quem justamente deve oferecer segurança para a população", criticou Henrique Dantas, que foi casado com a policial por 13 anos.

Na manhã de hoje, o governador do Estado, Teotonio Vilela Filho, garantiu que os explosivos não ficarão mais guardados em delegacias nem de forma provisória e que o material estava armazenado de forma temporária na sede da Deic enquanto era aguardada a tramitação dos processos para que fossem encaminhados para o quartel do Exército.

O governo anunciou também indenização aos donos de imóveis atingidos pela explosão e disse que vai prestar toda assistência necessária à família da policial morta no acidente.

O sepultamento do corpo de Maria Amélia Dantas está previsto para acontecer às 16 horas.


Fonte: Tudonahora