Eleições 2012

Eleição em Neópolis sinaliza para uma disputa entre o novo e o velho

Futuro prefeito está entre Miguel Lobo e Amintas Diniz

15/07/2012 por Por Raul Rodrigues
Vista aérea de Neópolis - Praça Central -

A campanha política na cidade sergipana de Neópolis, irmã siamesa de Penedo-AL, separadas apenas pelas águas do Velho Chico, vem demonstrando sintomático quadro ainda em definição.
Por lá já são candidatos definidos o empresário Miguel Lobo, pelo PP, e Amintas Diniz pelo PDT.
Sebastião Martins, proprietário de uma rádio comunitária aparece como uma terceira opção, e o candidato apoiado pelo atual prefeito, Dr. Marcelo, o médico Dr. Luizinho, mas quem tem pendência com a justiça eleitoral o que lhe pode ser uma pedra no meio do caminho.
Caso Luizinho venha a desistir há fortes burburinhos da possibilidade do grupo do ex-prefeito Carlinhos venha a marchar com Miguel Lobo. Mas nada está definido.
O que já se percebe como quadro sintomático é uma divisão do eleitorado neopolitano entre os nomes dos candidatos Miguel Lobo e Amintas Diniz, quadro detectado por todas as pesquisas já realizadas na cidade sergipana.
Amintas vem de um histórico político de várias vezes prefeito eleito, mas que também soma em seu currículo uma série de derrotas, o que indica perda de liderança nas classes mais jovens e um pouco de descrédito para os próprios políticos neopolitanos. É natural o desgaste provocado pelo tempo, pela ausência no poder, – muito tempo sem mandato –, e por outras razões.
Miguel Lobo, atual vice-prefeito vem em uma crescente aceitação por parte do eleitor de Neópolis, principalmente no meio dos que esperam renovação da classe política local, número bem acima da metade da população ribeirinha da cidade das ladeiras e do capital do frevo do Baixo São Francisco.
Estando ainda as campanhas em clima de morosidade, ninguém botou bloco nas ruas, fato repetido em todas as cidades do Brasil, o que se pode esperar é uma permanência da indefinição dos quadros eleitorais até o começo de fato do lançamento das candidaturas e consequentemente campanhas eleitorais.

 

 


Fonte: Correio do Povo de Alagoas